domingo, 29 de setembro de 2013

A FORÇA DE TRABALHO GRISALHA

Gilson Lima. Doutor CNPQ-UNISC, cientista em reabilitação e pesquisador em acessibilidade- Ortobras.


Graças aos avanços médicos, pessoas estão vivendo muito mais agora do que antes. Nos Estados Unidos atualmente, quase 80 milhões de pessoas têm no mínimo 50 anos.  O envelhecimento da geração baby boomer e sua tendência de adiar a aposentadoria está levando a um significante engrisalhamento da força de trabalho. Conforme o jovens Nativos Digitais entram e se tornam a maior parte da força de trabalho, esse grande número de boomers que permanecem trabalhando encontram pressões para acompanhar as habilidades tecnológicas superiores de seus colegas mais jovens. É preciso mencionar, no entanto, que os jovens Nativos Digitais precisam aprender as habilidades sociais que vêm mais naturalmente a seus companheiros mais velhos.
As diferenças das interconexões cerebrais e experiências dos Nativos e Imigrantes contribuem para suas expectativas profissionais. Nativos esperam mudar de emprego diversas vezes durante suas carreiras. Claro, bem mais que os imigrantes fizeram em média. Muitos Imigrantes entraram para a força de trabalho esperando trabalhar para o mesmo empregador durante a vida toda. Não esqueçam que paciência é um combustível da sabedoria.
A maioria dos Imigrantes Digitais continuarão a se sobressair no dia a dia de seus locais de trabalho por causa de suas habilidades interpessoais e maiores experiências. O jovens dominam não só o uso do computador, mas também o uso da Internet e outros meios de comunicação digitais.  Nos Estados Unidos de três em cada quatro americanos frequentam a Web, mas adolescentes e adultos jovens constituem a maior proporção de usuários (90% dos jovens adultos estão conectados contra apenas um terço das pessoas com 65 anos de idade ou mais).
OK, mas um estudo encomendado pela Microsoft Corporation afirma que jovens são muito mais propensos a usar computadores do que idosos (mais de 80% das pessoas com até 20 anos usam computadores se comparadas com os menos de 30% das pessoas com mais de 75 anos). No entanto, os adultos mais velhos têm se esforçado para equilibrar os números. O estudo prevê que, dentro de uma década, duas vezes mais pessoas com idade entre 60 e 75 anos vão usar computadores.
Os jovens estão gastando mais e mais tempo na rede e expondo seus cérebros para todas as formas de novas mídias. Hoje adolescentes estão gastando mais tempo online do que uma jornada completa de trabalho de oito horas por dia expondo seu cérebro à tecnologia digital. Por gastar tanto tempo olhando para uma tela de computador ou de televisão, estes jovens não estão solidificando as vias neurais que seus cérebros precisam para desenvolver tradicionais habilidades de comunicação face-a-face.
Uma estimativa de 20% dessa geração mais jovem se encontram com critérios clínicos para o uso patológico da internet - eles estão online tanto que interfere negativamente com quase todos os outros aspectos de suas vidas. Seu uso excessivo da Web reduz a sua realização acadêmica e interfere com suas vidas sociais.
Aqueles experientes imigrantes digitais que puderem dominar ao menos uma nova tecnologia enquanto mantém suas habilidades interpessoais serão os líderes ou gerentes da força de trabalho do futuro. Não apenas esses empreendedores e profissionais sabem como fechar um negócio com o olho a longo prazo farão de forma eficiente e com uma nova tecnologia na ponta dos dedos.
Aquilo que parece o cúmulo do absurdo numa geração, muitas vezes torna-se a força da sabedoria de outra (Adlai Stevenson). Isso vale para todas as gerações não só para os nativos digitais.

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