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domingo, 2 de julho de 2017

A Nova Juventude Simbiótica

BEM VINDA JUVENTUDE SIMBIÓTICA - (simbiogênica) - filha revolução dos Nerds!

A juventude simbiótica (simbiogênica) que está mostrando um novo acontecer nas cidades e na política e no universo lúdico é filha da revolução feita pelos Nerds.




Os Nerds nos deram as teles e os pixels fantásticos, mas acabaram nos tirando uma grande parte da energia vital que só é possível quando acontecemos juntos uns com os outros em carne, osso em espírito entre as redes diversificadas de vida.

A atual complexidade dos eventos simbióticos (redes e ruas) só é possível por que os nerds nos brindaram com o seu sonho de viverem numa realidade totalmente cibernética e a-simbiótica (velho dualismo: sujeito-objeto; realidade vital- realidade virtual, humano e natureza, cultura e natureza,...). Muito da face antissocial e muito autista dos nerds impôs a comportamentos ilhados que nos potencializaram como agentes individuais com grande capacidade de agenciamento de si mesmo. Isso foi ótimo. A terrível geração materialista os clássicos socialistas ao liberais individualistas de modo altamente contraditório se associaram a ações coletivas que anulavam as pessoas.

Os Nerds modernizaram isso com seus sistemas cibernéticos.  Nos afastaram das ruas, da vivência de pele, do desassossego do outro, .... A rua abandonada foi ocupada pela violência e veículos rápidos – mesmo às vezes andando um pouco mais veloz do que uma carroça. O sonho dos Nerds da pura cibernética é controlar toda a energia das redes em códigos e cálculos lógicos de modo que assim também controlar ou programar os comportamentos humanos como se fossemos robôs de busca. Não somos seus robôs,  mas gostamos deles.

Os Nerds alimentam a velha ideia nas organizações do sistema sem sujeito. O sistema puramente cibernético (esse sujeito que é anônimo) está sempre acima dos comportamentos humanos. Como deuses pitagóricos (deuses números) é uma entidade metafísica que programa as redes programam nós juntos, apenas presos numa rede dentro do vento.


A nova geração do symbiótica em gestação no planeta é híbrida. Voa nos nós velozes das redes de vento e querem também viverem em simbiose com a lentidão humana do convívio das ruas e praças, dos pátios, do universo do lúdico e longe da hipocrisias instaladas em sólidas crenças que petrificaram junto aos sistemas anônimos que nos dominam. Isso é muito novo.
Eles querem viver na rua, livres, assim como livres voam pelos bytes e as suas telas. Estão aprendendo a trazer o espírito criativo e lúdico das interfaces criativas e lúdicas das redes sociais para a vida social também fora das telas e dos displays. São pacíficos, inteligentes, criativos, múltiplos, tolerantes, sempre curiosos ao novo e não gostam de hipocrisias.

Os Nerds foram uma transição da dimensão e império da matéria para uma revalorização da lógica suportada na velocidade da energia elétrica. Isso é ótimo. A cultura da interface com a vida fora dos displays é mais lenta, mais pele e em hibridismo torna-nos melhores do que éramos descolando para um puro cyberpitagorismo ou um humanismo altamente conservador.
Que venha novos tempos e com ele novas formas de pensar e acontecer no mundo com o mundo e não como uma entidade divina fora dele.

Em nota. 01. Um parêntese sobre educação: Nada adianta pensar a educação só pelo prisma dos recursos (de novo – os velhos materialistas).  Se algo não está nada bem colocar mais recursos nisso pode ser pior ainda. Acelerar ainda mais a sobrevida de um atraso que perdemos lá atrás. Com o atual design de espaços e salas de aulas altamente teoricistas, que separam a cognição da emoção, a aula do intervalo em padrões de encontros tão rígidos; quase não encontramos locais de experimentação, não encontramos disciplina para experimentar e aprender além do nome das matérias que se organizam também em rígidas disciplinas; a neurose da memorização de longo prazo como dogma da inteligência cognitiva, a desconsideração do corpo e das atividades esportivas e lúdicas (tidas como saberes primários ou pré-cognitivos), a inexistência da ligação entre as teorias acadêmicas e as práticas de experimentações de oficinas que integram o fazer e o pensar em constante singularidade em uma simbiose viva. Pergunto-me: Por que a geração democrática deixou intacto o sistema escolar herdada da ditadura e da Guerra Fria? Entra governos democráticos e sai governos democráticos e só se faz reformas tipo puxadinhos no atual sistema educacional que herdamos de 1969. 

Em nota 02. Os velhos movimentos sociais, sindicais, partidários organizados apenas pelas dinâmicas coletivas sem pessoas que acontecem como si mesmas e junto no mundo são muito mais violentos e primários. Associam o poder a testosterona da guerras de movimentos de ataques frontais e organizados. Nada de novo.