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segunda-feira, 14 de maio de 2012

PILULAS DE NEUROAPRENDIZAGEM 01: Nosso ritmo de aprendizagem diminui com a idade. O maior modelador do ritmo e da velocidade da taxa de aprendizagem é o uso e a idade


Gilson Lima


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A abordagem simbiogênica: SYMBIOS => POR COMPLEXOS ESTADOS SENSORIAIS DE MENTITUDE NOSSO CÉREBRO TAMBÉM CRIA EM SIMBIOS (JUNTO)  O MUNDO EM QUE ACONTECEMOS!!!


O cérebro com suas SINAPSES é um sistema aberto que está sempre de um modo ou de outro se auto-organizando  - organizando ele mesmo – quando acontecemos no mundo. (Gilson Lima, 2006).

O Cérebro nasce com um determinado número de sinapses (250 bilhões) E esse número mais que dobra nos primeiros oito  meses de vida (600 bilhões). => excesso de conexões!!

Então temos como adultos cerca de 86 a 92 bilhões de neurônios - microestruturas básicas do funcionamento neural. Então no cérebro vamos acumulando mais e mais sinapses?
NÃO!
Ao contrário. O cérebro nasce com determinado número de sinapses cerca de 250 bilhões delas e esse número dobra nos primeiros anos de vida 600 bilhões em oito meses o que gera um excesso de conexões. Trata-se da primeira etapa de desenvolvimento humano que podemos chamar de exuberância sináptica.

Aos 12 meses o bebê tem o dobro de sinapses que o cérebro adulto. Cada grama de cérebro infantil consome até o dobro que a do cérebro de um adulto.

De 5 a 6 meses de idade obtemos um crescimento cerebral que atinge a velocidade máxima espantosa, em torno de 250 mil novos neurônios por minuto. Antes mesmo de você nascer, o cérebro está praticamente formado. Daí em diante, segundo o que se acreditava até há pouco tempo, ele poderia aprender coisas novas, mas não ganharia novos neurônios. Só nos restava cuidar bem dos que já temos, mas já descobrimos que não é verdade.

Cada grama do cérebro infantil consome até o dobro de energia que o cérebro adulto!!!



O excesso de sinapse é a matéria prima do aprendizado.  Por que o aprendizado consiste não no acréscimo de conexões novas , mas na eliminação direcionada dessas sinapses. Eliminação das conexões excessivas pelo uso.  Fortalecimento e eliminação dos caminhos.
Suzana Herculano criou a metáfora da escultura para entendermos isso. Imaginamos um tronco de madeira que não é uma escultura com traçados coerentes . Todo o material em excesso será removido.  Umas  conexões serão fortalecidas outras eliminadas e assim durante todo o desenvolvimento da criança para  o adulto o cérebro vai sendo esculpido.  O excesso de conexões iniciais é a matéria prima que permitirá que cérebro com o uso possa se transformar em algo definitivamente elaborado pelas experiências.
O que aconteceu com a exuberância sináptica? Onde foi parar todas as trilhas de conexões? O excesso inicial de sinapse é a matéria prima do aprendizado.  Por que o aprendizado consiste não no acréscimo de conexões novas , mas na eliminação direcionada dessas sinapses.
Suzana Herculano (metáfora da escultura). Imaginamos um tronco de madeira que não é uma escultura com traçados coerentes . Todo o material em excesso será removido.  Umas  conexões serão fortalecidas outras eliminadas e assim durante todo o desenvolvimento da criança para  o adulto o cérebro vai sendo esculpido. O excesso de conexões iniciais é a matéria prima que permitirá que cérebro com o uso possa se transformar em algo definitivamente elaborado pelas experiências.
Para se ter uma idéia como idéia de como esse processo de eliminação de sinapses e de fortalecimento de caminhos sinápticos é importante para a formação do cérebro e para a aprendizagem uma das formas de retardo mental mais comum é a síndrome do X frágil.
Ela é associada a uma deficiência molecular que impede esse mecanismo que enfraquece e remove as sinapses inúteis ou inadequadas. O resultado é que o cérebro dessas pessoas se mantém congelado no estado infantil com uma exuberância sináptica, uma riqueza de conexões, mas que não fazem nenhum sentido. Há muitos ruídos, muitas possibilidades, mas nenhuma de fato se concretiza através da remodelagem do cérebro pelo aprendizado. (Herculano, 2008).  

Um exemplo. Aprender instrumentos. É muito bom para desafiar o cérebro. Uma ampla pesquisa realizada nos Estados Unidos demonstrou isso. Descobrimos que crianças que tocam instrumentos têm melhor desempenho em diversas áreas do que as que não tocam. Quando as crianças aprendem um instrumento, elas têm um retorno imediato daquilo que aprenderam. A razão para isso pelo que sabemos até agora é: quando as crianças aprendem um instrumento, elas têm um retorno imediato daquilo que aprenderam. Além disso, música é diversão. Elas aprendem "sim, eu consigo fazer isso e, quanto mais eu treinar, melhor serei". E uma vez que elas aprendem isso - que podem fazer bem algo - , serão capazes de aprender o que quiserem. Isso é algo que cada criança deve aprender, e a música é uma boa maneira de saber disso.
Um tocador de gaita tem mais espaço no cérebro para a mão e para a boca do que usa, por exemplo, a boca apenas para falar e comer. Mais células representarão o tato nesses locais. Um violinista profissional, que toca o instrumento desde pequeno, tem cerca de 4 centímetros de espaço no cérebro apenas para a mão esquerda.
Se hoje, adultos vamos começar a aprender a tocar violino poderemos chegar ao máximo a 0,5 centímetros, ou seja, ½ centímetro de espaço para a mão esquerda. É melhor começarmos mais cedo. O jovem está mais preparado para aprender mudanças, os mais velhos são mais lentos. O que é ótimo, caso contrário, teria que sempre aprender tudo sempre novamente, efeito do: de novo da criança de colo.
Por isso o cérebro adulto aprende mais devagar. A taxa de rapidez da aprendizagem vai caindo com o tempo. Por que já aprendeu muito, é muito mais apto a fazer reajustes. O novo não é sempre novo para um adulto. A capacidade de rapidez de aprender diminui com o tempo e cai muito com a velhice. Cresce muito até aos 17 anos, se estabiliza e depois decresce muito a partir do final dos 40 anos. Na segunda década da vida, dos 12 aos 27 anos, a taxa de aprendizagem rápida já cai muito e as indicações das mudanças sinápticas são claras nesse sentido. Ela sobe um pouco dos 18 aos 21 anos e depois volta a cair. Quase tudo se volta para reconfigurar o que já se sabe e não mais para cair de cabeça toda hora com tudo que se apresenta pela frente. 

O maior modelador do ritmo e da velocidade da taxa de aprendizagem é a idade

Aprender é estimar um valor e uma ação com um parâmetro bem geral. Como um conceito bem geral que distingue isso dos outros conceitos. Fazemos isso o tempo todo. Os velhos adquirem um dicionário maior de parâmetros, muito do que fazem é reconfigurar seus velhos parâmetros em vez ficarem batendo a cabeça em criar novos. Quase sempre. Às vezes são surpreendidos. Algo que já sabia e quem não se configura como verdade. Precisam também bater a cabeça na formulação de um parâmetro ou um conceito novo. Por exemplo uma espécie muito parecida ou quase idêntica de uma aranha venenosa que não é venenosa.
Essas frutas vermelhas são comestíveis e não são venenosas? Essa aranha é venenosa ou não? Aprender é buscar valores que se transmutam em verdades. Uma tensão permanente da aprendizagem é a busca desses valores e a confrontação deles no mundo que acontecemos. Um jovem que nunca viu uma aranha venenosa qualquer, nem seu desenho, não saberá. Uma pessoa que já viu e sabe sobre o que ela pode fazer, já estudou, já demonstrou, ou experimentou sua picada tem conhecimento sobre isso e sabe o que ela pode fazer com outros humanos. A educação é sempre aprendizagem de valores qualitativos, quantitativos e demonstrativos, que são obtidos pela experimentação teórica e ou prática de um processo de aprendizado.
A linguagem e a aprendizagem de um léxico é um desses parâmetros muito complexos. Aprender é um problema, aprender rápido é outro e dar saltos na aprendizagem é outro ainda.
Aprendemos dando pequenos passos, um por um. A aprendizagem complexa é lenta de qualquer modo, mas é muito mais lenta com o avançar da idade. Refutar velhos valores e desaprender também é importante. Desaprender no âmbito do plexo neuronal é voltar por caminhos já trilhados não apenas trilhá-los, ir indo para trás e ao mesmo tempo refazendo-o como se estivesse cainhando para frente. Depois voltar a caminhar nele e ver como ficou. Se bate o que estamos valorando com o que estamos descobrindo. Reconfigurar é mais difícil que configurar. Reformar é mais difícil do que construir um prédio num terreno vazio. Começamos uma obra com passos grandes num terreno vazio. É tudo muito rápido. Depois vem o acabamento que é mais detalhado, os passos são menores e o processo é bem mais lento. Numa reconfiguração ou reforma temos que reconstruir o ambiente sem muita liberdade de ação. É mais lento. Derrubar uma parede é fácil, mas para isso precisamos saber se o teto não vai desabar.
A maior lentidão do aprendizado nos adultos é um problema de interferência entre as tarefas. Uma tentativa de um segundo aprendizado simultâneo perturba  o primeiro. 
As crianças têm em geral um número maior de sinapses em seu cérebro do que adultos. Parte do processo de aprendizado é justamente a eliminação das sinapses excedentes.  As crianças aprendem mais rapidamente uma língua estrangeira e sem sotaque, mas alguns tipos de aprendizado como o motor, são ao menos idêntico entre adultos e crianças.
 Um parêntese. Aprender uma língua é muito mais fácil cedo onde os traçados neuronais estão sendo construídos. Aprender um instrumento musical também. Pesquisas recentes descobriram que aprender um instrumento faz muita diferença na aprendizagem de uma pessoa.  Desde criança aprender a tocar um instrumento musical é um processo muito importante para a aprendizagem complexa.
Nosso ritmo de aprendizagem diminui com a idade.
Um tocador de gaita tem mais espaço no cérebro para a mão e para a boca do que usa, por exemplo, a boca apenas para falar e comer. Mais células representarão o tato nesses locais. Um violinista profissional, que toca o instrumento desde pequeno, tem cerca de 4 centímetros de espaço no cérebro apenas para a mão esquerda.
Se hoje, adultos vamos começar a aprender a tocar violino poderemos chegar ao máximo a 0,5 centímetros, ou seja, ½ centímetro de espaço para a mão esquerda. É melhor começarmos mais cedo. O jovem está mais preparado para aprender mudanças, os mais velhos são mais lentos. O que é ótimo, caso contrário, teria que sempre aprender tudo sempre novamente, efeito do: de novo da criança de colo.
Por isso o cérebro adulto aprende mais devagar. A taxa de rapidez da aprendizagem vai caindo com o tempo.


Aprender é modificar o cérebro dessas duas maneiras simultaneamente:

1.       Manter aquilo que funciona tem sentido e é usado;
2.       Enfraquecer e até remover as conexões que não são usadas e que, ao contrário atrapalha o processamento do aprendizado.

Resumo: nem só ambinente, nem só sinapses isoladas =>  symbios

As representações do mundo e do corpo não se encontram apenas no nosso cérebro, existem também nele. Por exemplo, no córtex cerebral encontram-se conhecidas regiões visuais unimodais, primárias e secundárias, que contêm neurônios para cantos, ângulos, movimentos, cores, rostos ou paisagens e regiões auditivas onde existem neurónios correspondentes para frequências ou para vozes humanas.
Mesmo as relações neuronais existem de forma coletiva, são sociedades (POPULAÇÕES DE CÉLULAS EM REDES). Como acontece, por exemplo, nas representações de local: os neurônios codificam determinados locais e ativam-se de forma mais fraca quando o local não está devidamente identificado (no ambiente externo). SYMBIOS.
 O cérebro é um sistema pleno em auto-organização constante. Quanto verificamos ativação cerebral, por exemplo numa ressonância encefálica toda a parte escura não detectada não está estagnada, parada ou adormecida está em atividade não detectada.

3 comentários:

Ines Cozzo Olivares disse...

Olá Gilson, eu trabalho com neurociências há mais de 20 anos e me atualizo em cursos e publicações nacionais e estrangeiras das mais respeitadas.

Nunca lí que a idade reduz a capacidade de aprendizagem; apenas que ela reduz SE, e somente SE, a prática de algumas atividades forem abandonadas ou simplesmente reduzidas. Mas não em função da idade e sim do abandono das práticas e exercícios que garantem a manutenção dos neurônios novos que nascem (Neurogênese)!

Gostaria de saber sua fonte para esta informação específica e pesquisá-la melhor, já que ela contraria TODAS as que tenho.

Também gostaria de te sugerir que reveja seu post. Ele está tremendamente confuso, com parágrafos inteiros repetidos e sentenças completamente incompreensíveis em sua estratura linguística (ortográfica e gramatical).

Grata,
Inês Cozzo Olivares - ines.cozzo@taiconsultoria.com.br

GILSON LIMA disse...

Querida Inês. Trabalho com a abordagem simbiogênica de sistemas complexos e não disciplinares como a neurociências e as ciências modernas em geral.
Em primeiro lugar sugiro que leia com ais calma o artigo e verificará que a ênfase é:
Nosso ritmo de aprendizagem diminui com a idade. O maior modelador do ritmo e da velocidade da taxa de aprendizagem é o uso e a idade.

Se não sabe disso, mesmo sendo uma neurocientista, não deve saber por que aprendemos com sotaque depois de alguns anos uma segunda ou terceira língua.
Quanto a citações. Não tenho tempo para indicá-la com precisão, sugiro mudar de busca. Vá mais para a Europa - Alemanha tem muitas pesquisas -mesmo de neuro. Abçs!

GILSON LIMA disse...

Inês. Outra coisa. Sua sugestão de revisar meu texto é boa. Sempre faço isso. Vou revisando aos poucos até a próxima publicação.Assim que arrumar mais dinheiro arrumo também um ou uma revisor(a). Publico dois a três textos no máximo. Prepare-se para outras pílulas de neuroaprendizagem ainda mais instabilizadoras.
ABÇS!