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sexta-feira, 2 de maio de 2014

MAIS UM DIA DO TRABALHO SE FOI => DICAS PARA PENSAR O PRESENTE E O FUTURO DO TRABALHO NO MUNDO

O século XX massificou o uso dos antibióticos, esses mesmos que mata todas bactérias que nos atrapalham e ajudam ao mesmo tempo, massificamos a vacina e socializamos das descobertas da ciência (hoje existem quase 50 milhões de cientistas no mundo pesquisando qualquer coisa diariamente - no início do Século XX eram apenas cerca de 5.000). 
Tudo isso gerou uma grande parcela de pessoas de cabelos brancos circulando pelas instituições e espaços públicos.
Uma novidade na história da humanidade onde encontrar idosos com cabelos brancos na sociedade era uma raridade até o Século XIX. Na metade do Século XXI, muito provavelmente a maioria da população “humana” terá mais do que cinquenta anos. Algo nunca antes acontecido na nossa evolução.
Nossa vida média que está sendo conquistada rapidamente girará em torno de 700.000 horas, mais do que o dobro de nossos avôs (300.000 horas).  Esses (nossos avós) trabalhavam 120.000 horas no curso de suas vidas, enquanto nós trabalhamos 80.000. Os nossos filhos por sua vez, viverão em média de modo muito pessimista a que tudo indica em torno de 900.000 horas (em torno de 104 anos) e trabalharão naquilo que entendemos na sociedade moderna como tarefas humanas atuais de trabalho que não ultrapassarão mais do que 50.000 (quase 6 anos).
As consequências são perturbadoras. Em três gerações a longevidade mais do que dobrou; a maior parte da população ativa trabalha em setores terciários; o tempo livre aumentou para a maior parte da população rica e abastada; as emoções e os sentimentos recuperaram terreno em relação à pura racionalidade moderna, todos os ramos da vida feminizaram-se; o tempo e o espaço desestruturaram-se; a qualidade e o prazer da existência tornou-se objetivo prioritário.
Falar do futuro não é tarefa fácil. Para muitos, sobretudo os positivistas, o tratamento do futuro não é objeto da ciência, trata-se de uma atividade a ser realizada pelo pensamento mágico, uma atividade para bruxos e esotéricos. Entretanto, pensamos de modo diferente, para nós é possível o pensamento complexo, através de simulações buscarmos ensaios e aproximações com o futuro. Certamente que o futuro simulado não é o futuro vivido. O tempo encarregará de validar as hipóteses e aproximações.
Nesse sentido, pensamos que na segunda metade do Século XXI - em um pouco mais do que quatro décadas - ao que tudo indica estamos prevendo novas descobertas sobre a vida e a morte que estão sendo realizadas fará com que descobriremos descobertas sobre a vida e a morte mais do que realizamos em 40.000 anos procedentes.
Nossa elite política, econômica precisa se mexer como nunca antes na história. Enquanto a população envelhece, os planos de saúde se multiplicam e os números de postos de saúde, de hospitais e leitos estão REDUZINDO. Imaginem daqui a uns 15 anos. O que será de nós nessa velocidade degradante? As mesmas ruas construída a dezenas de anos atrás lotam de velhos automóveis cuspindo um consumo de combustão. Imagine o que será andar de "carro" particular nessas mesmas ruas daqui a uns 15 meses. As escolas seguem ensinando como se vivêssemos o início do iluminismo... IMAGINEM COMO SERÃO e quão preparadas estarão NOSSAS FUTURAS ELITES POLÍTICAS E ECONÔMICAS.
Pasmem! como poderemos viver no futuro se nossas políticas pragmáticas do presente não ultrapassam as esquinas mais próximas e As velhas ideologias modernas. IDEOLOGIAS MODERNAS sendo pensadas como se fossem ainda muito modernas.
Dia do trabalho 2014. Brasil. As Centrais Sindicais seguem sorteando dezenas de automóveis em Comícios populares. Esperemos então 2015. Quem sabe?

Dr. GILSON LIMA. Natural de Belo Horizonte – Minas Gerais. Doutor em sociologia com foco em metodologias informacionais. Pesquisador pós-graduação do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Pesquisador junto a ORTOBRAS Comércio e Indústria LTDA em inovação e tecnologia – com atividades na área da interface entre corpo-cérebro-mente-máquina visando gerar novos produtos e processos de reabilitação e acessibilidade.MEMBERSHIP & COORDENADOR REGIONAL do RESEARCH COMMITTEE CLINICAL SOCIOLOGY da ISA - International Sociological Association.Professor da UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul.Contatos: E-mail: gilima@gmail.com