PÁGINAS

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mês de Maio: o aniversário e o enigma da vida

Faço aniversário em maio. É um momento de reflexão. Cada vez mais velho naturalizamos e tornamos trivial o mundo que nele acontecemos. Pensar no nascimento é pensar na vida. Para um cientista um parto não é apenas um pedaço vivo de carne expelida de um corpo. É algo extraordinário. Ali está toda a evolução do que chegamos até aqui. No início ao que parece fomos produzidos e originários principalmente de um desgasamento que foi intensamente bombardeado por algumas partículas entre 4,1 e 3,9 bilhões de anos atrás até ficarmos assim meio um ser humano dito moderno, ereto e consciente. Em cada um dos nossos nascimentos, no meu parto no seu e do outro está presente todo o enigma da vida, essa energia que colou em nossa carne material e até hoje é tão misteriosa.
Consideremos que, por 3,8 bilhões de anos, um período maior que a idade das montanhas, rios e oceanos da Terra, Bryson nos lembra que:

... “cada um de nossos ancestrais por parte de pai e mãe foram suficientemente atraentes para encontrar um parceiro, suficientemente saudáveis para se reproduzir e suficientemente abençoados pelo destino e pelas circunstancias para viver o tempo necessário para isso. Você está aí, lendo-me, mas para isso seus ancestrais para darem origem a nossa espécie precisaram sobreviver, não foram esmagados, nem devorados, afogados, não morreram de fome, nem encalhado, aprisionado, ferido ou desviado de qualquer outra maneira da missão de fornecer uma carga uma carga minúscula de material genético ao parceiro certo, no momento certo, a fim de perpetuar a única seqüência possível de combinações hereditárias capaz de resultar — enfim, espantosamente e por um breve tempo — em você” . (BRYSON, 2005, p. 13).

Viver é uma grande aventura. A nossa pele, por exemplo, é uma fina e frágil camada que nos envelopa. A pele é um fino tecido externo de frágeis fibras que permitem muita flexibilidade, excitação de sensibilidade, porém, para que isso aconteça ficamos muito frágeis. Sem precisar sequer sair de casa, expomos nossa fragilidade corpórea aos perigos da aventura do viver no dia a dia da essa aventura de viver no mundo. Olhando, por esse ângulo, ainda hoje vendo tudo que está lá fora de nosso corpo no mundo e na vida social que pode nos ferir (um simples e estático objeto pontiagudo) depois de quando saímos para a rua é quase um milagre voltarmos intactos para casa.
Que venha novas aventuras.
Gilson Lima. 16 de maio de 2008.