PÁGINAS

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OPERADORES TRANSVERSAIS EM POLÍTICAS PÚBLICAS

 
A utilização de operadores transversais nas políticas públicas anunciados pelo novo governo estadual do Rio Grande do Sul é uma novidade muito bem vinda. Trata-se do que de mais avançado podemos encontrar em modelagens organizacionais complexas ausentes até mesmo nas grandes agências de pesquisa do país.
Esses novos operadores são a essência de organizações contemporâneas envolvidas num permanente agenciamento informacional. É o caso de organizações como o Google, o Feceboock apenas para citar algumas.
No decorrer dos últimos anos a ciência rompeu suas limitações disciplinares e descobriu novas relações transdisciplinares. Encontramos novos sistemas complexos, abertos e auto-organizáveis compreendidos como inseparáveis de seu ambiente e em interação constante, com permanente comunicação por redes de trocas em diferentes planos: do âmbito molecular, ao microfísico (eletromagnéticos) até o âmbito molar, corporal, social.
Podemos então olhar a gestão de políticas públicas por outro ângulo? Sim. Não é tarefa fácil. Para tanto, é preciso primeiro destacar o centro de todas as atividades e energias organizadoras e dissipativas sistêmicas, ou seja, precisamos definir o agenciamento e da produção processual da informação e do conhecimento como a atividade fim.
Operadores transversais são típicos de sistemas dinâmicos (sejam eles discretos, contínuos ou híbridos). São sistemas eventualmente assíncronos e de baixa uniformidade ou de simplificação causal. São sistemas abertos e envolvidos com a dissipação e não apenas com a organização. Seus processos são baseados em operações e não em funcionalidades mecanizadas, não decorrem apenas de controles racionais com regras escritas, mas de procedimentos e insigths que permitam a recursividade.
Os operadores transversais são baseados em propriedades como invariância, criticidade, complexidade algorítmica, convergência, similitudes e que descartam as análises estatísticas clássicas. Seus instrumentos são qualitativos e quantitativos envolvidos em sofisticadas técnicas de mineração de dados, lógica fuzzy (lógica de borramento de conjuntos) e, sobretudo, sistemas aprendentes e auto-construcionais.
Nada fácil de dominar e difícil de encontrar até mesmos nas próprias gestões das universidades, mas desejável para ser de algum modo perseguido na esfera pública.


Gilson Lima – Sociólogo da Ciência – IPA.
Pesquisador do Research Committee Logic & Methodology and at the Research Committee of the Clinical Sociology Association International Sociological (ISA).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lesão cerebral, simbiogênese e o possível fim da linguagem por sinais (Libras)

Dr. Gilson Lima


Projeto Simbiogênese aplicada em processo de reabilitação.
 
Coordenadores:
Dr. Gilson Lima & Dr. Fleming Pedroso.

Dr. Gilson Lima




Contatos:

Msn: glolima
Orkut: Gilson Lima

Skype: gilsonlima_poa

Web pages:
Dr. Fleming Pedroso

Tweets: http://twitter.com/#!/glolima



Segue abaixo uma apresentação descritiva (detalhada) do Projeto de Simbiogênese aplicada em reabilitação do Núcleo Interdisciplinar de Tecnologia Assistiva e Simbiogênese do Centro Universitário Metodista IPA coordenado pelo Dr. Gilson Lima. Esse núcleo integra o Programa de Pós Graduação – Mestrado Profissional – do IPA em Porto Alegre/RS.

O projeto em questão prevê alternativa de comunicação e da imposição da necessidade de aprendizagem de Libras para fala e alfabetização de crianças em idade escolar com lesão celebral e que não possuem a plenitude dos atos de fala (verbalização).

A solução alternativa da simbiogênse informacional - (IPAVOX).
Este projeto experimental integra também o esforço de sistematização da Teoria Biossocial da Simbiogênese realizada pelo sociólogo Gilson Lima. A teoria da simbiogênese serve então de base e fundamentação teórica desse projeto. Pensamos que essa abordagem dota de maior complexidade os processos reabilitadores, envolvendo interface orgânica e inorgânica tratadas de modo dual como suportes de tecnologia assistiva.
O corpo em simbiogênese com as máquinas e suas interfaces musculares e cognitivas precisa ser redirecionado e situado numa simbiozona que envolve os limites genéticos da sua realidade orgânica, molhada e genética informacional, com a realidade seca, sílica, metálica, chumbada, do mundo inorgânico dos utensílios, artefatos e das máquinas que inter-co-agem em simbiose com a vida ( LIMA, Gilson. Nômades de Pedra: Teoria da Sociedade Simbiogênica contada em prosas. Porto Alegre: Escritos, 2005, p. 161).
Pretendemos difundir e sistematizar durante todo o projeto uma nova abordagem científica inovadora da convergência pela SIMBIOGÊNESE APLICADA À REABILITAÇÃO, que integra tecnologia assistiva com o movimento científico da convergência da performance do humano e com a epistemologia da complexidade.
Na nossa abordagem priorizamos basicamente três grandes famílias de interfaces e relações simbióticas entre a vida humana e as máquinas, ou seja, symbios de amplificação humana envolvendo a interface corpo, máquinas e softwares. São elas: a chamada muscular-motora, a sensória e a cognitiva. 

Molar
 
Também podemos encontrar três situações frente à escala do acoplamento simbiogênico. Uma primeira escala – MOLAR: Macro acoplamento simples com interfaciamento de melhoramento apenas clínico e re-educacional . O acoplamento molar não envolve intervenção cirúrgica e não envolve programação micro-eletrônica (lasca de silício ou outro dispositivo micro informacional como o infogene).

Micro

A segunda escala – MICRO: Envolve acoplamentos com interface de programação microeletrônica (disparadores, lascas de silício com chips miniaturializados,...), ou seja, envolve acoplamento da escala micro (não visível) e macrofísica (visível) numa simbiose simultânea.


Molecular
 
A terceira escala: MOLECULAR: É a escala do borramento da fronteira molecular, abaixo do universo da micro realidade. Entramos nas escalas de máquinas e dispositivos nanométricos com interfaciomanentos biomoleculares. Aqui encontramos o borramento da fronteira da realidade seca inorgânica com a realidade úmida – inorgânica.  
A simbiogênese implica também numa convergência ampla de saberes – muito além das abordagens disciplinares – de modo a não reduzir a reabilitação e a simbiose do humano com as máquinas apenas na esfera da performance da engenharia física. A simbiogênese ampliou o reduzido significado de convergência para o melhoramento humano de padrão mais americano (tecnocientífico) queremos, ao contrário, uma simbiose muito mais ampla para convergir não apenas ao agenciamento da tecnociência, mas para um amplo agenciamento de todas as instituições numa efetiva sociedade do conhecimento. Por isso o projeto tem uma interface tecnológica, de engenharias informacionais, mas também uma interface clínica, pedagógica, escolar e social. Trata-se de uma convergência interdisciplinar ampla entre o conhecimento humano e o da natureza inter-relacionada na convergência e nos projetos de pesquisa.



Equipe do Projeto

Coordenadores do Projeto:

Dr. Gilson Lima e Dr. Fleming Pedroso.

Pesquisadores Auxiliares:

Dra. Maria Inês da Costa Ferreira.
Ms. André Rodrigues da Silva.
Ms Simone Rizzo Nique da Silva.
Mestrando Jefferson Leal Couto
Dr. Omar Silveira
Aluno bolsista: Cristiano Angelo Pedroso - Curso Engenharia de Computação
Mestranda e auxiliar de pesquisa: Carmela Slavutzky


Objetivo Geral do Projeto

A diretriz básica do projeto consiste em atender crianças capazes de aprender todos os processos motores e cognitivos necessários a comunicação verbal, mas por causa de determinadas lesões neurológicas são incapazes organicamente de exercitarem a verbalização em plenitude de significação social. Mais especificamente o projeto visa também:

1) Favorecer a inclusão escolar;
2) Comparar os resultados clínicos e tecnológicos sem efetivos diálogos e práticas interdisciplinares;
3) Estimular a criatividade, integração social e autonomia das crianças com lesão cerebral;
4) Proporcionar espaço que possibilite a alfabetização digital.

O Projeto envolve atividades clínicas, pedagógicas e educacionais e de engenharia de hardware e software.

Dos casos Clínicos. Descrição do Caso (1)

Menino X, 7 anos. Lesão encefálica bilateral. Lesão diagnosticada com ressonância magnética como síndrome Peri-sylviana (SP). Trata-se de malformação congênita da região peri-sylviana, mais especificamente pela polimicrogiria, a qual corresponde a múltiplos pequenos giros entorno da fissura de Sylvius, e com sulcos pouco evidentes.

Sequelas:

1. Alterações e déficits motores nos membros superiores e inferiores, mais acentuado no lado esquerdo.
2. Sialorreia (perda do controle automático da “baba”) e problemas leves de deglutição.
3. Mesmo com capacidade de aprender a ler e escrever a lesão não permitirá a plenitude dos atos de fala (verbalização).

Solução

1. Órteses (membro superior e menbro inferior).
2. Atividades clínicas e educacionais de aprendizagem de fala, escrita e sons suportada por programas computacionais especialistas.
3. Produção de um aparelho IPAvox (móvel) um sintetizador artificial de fala (bateria). Esse aparelho móvel é integrado a um módulo clínico desktop onde o profissional da reabilitação, monitora e abastece os dados sempre voltados para finalidades comunicacionais, pedagógicas e de aprendizagem.

Metodologia

A Metodologia está montada em três operações realizadas de modo independente e às vezes simultâneo:

OPERAÇÃO 01. Que envolve atendimentos clínicos, processos de alfabetização suportados por computadores e metodologias informacionais com um minilaptop e softwares facilitadores para facilitar a consciência fonológica e a amplificação dos processos de significação e alfabetização junto a um caso clínico de uma criança com lesão cerebral em idade de inclusão escolar.
A operação 01 está em pleno andamento onde os casos clínicos escolhidos estão sendo submetidos a atendimentos clínicos e educacionais monitorados envolvendo familiares e professores de suas respectivas escolas.
Para isso foi instalado uma UNIDADE EXPERIMENTAL DE PESQUISA CLÍNICA DO NITAS NO HOSPITAL PARQUE BELÉM: Equipe interdisciplinar de Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Fisioterapia, bem como uma unidade de Pesquisa com recursos computacionais e atividades integradas junto as Escolas dos pacientes envolvidos no projeto. Foi criado um conjunto de medidores de desempenho frente as atividades lúdicas, clínicas com ou sem o uso dos programas computacionais de aprendizagem. Foram realizadas entrevistas episódicas com familiares e professores e produzido dois relatórios parciais integrados (interdisciplinares) dos atendimentos clínicos.

Foram produzidas as órteses: uma superiora e outra inferiora.
Da órtese superior. Ela foi produzida pela equipe da terapia ocupacional e proporcionou uma melhora nos processos motores finos de brinquedos, digitação e mouse.

DIFERENÇA DA FORMA DE PEGAR O BRINQUEDO, SEM A ÓRTESE DE POSICIONAMENTO DO MEMBRO SUPERIOR ESQUERDO E POSTERIORMENTE COM A ÓRTESE.


Da órtese inferior. Foi produzida uma órtese inferior de interface neuroarticulada. A utilização dessa órtese além de melhorar o desempenho motor, correr, brincar, gerou, sobretudo, um significativo resultado de autoestima contribuindo para uma melhora frente as demais atividades educacionais e clínicas.
Quanto aos atendimentos clínicos e educacionais o paciente progrediu consideravelmente nas diversas áreas: emocional, motora, cognitiva. Está adaptado em uma escola regular e sendo devidamente alfabetizado.
Também na escola foi criada uma unidade de recursos visando acompanhar o processo de aprendizagem escolar do menino x e atuando sempre em parceria com as professores e a família da criança.

O desafio da inclusão escolar


Estudos da literatura envolvendo casos de lesão cerebral e de situações idênticas as lesões Bilaterais Perisylvian como o caso do menino x estudado no projeto indicam a necessidade de produção de um programa genérico e inovador de avaliação situacional de conhecimentos pré-escolares para crianças com lesões cerebrais e com dificuldades de fala. Esse mesmo programa poderia ser também facilitador do complexo processo de inclusão escolar dessas crianças. 75% dos casos de paralisia cerebral apresentam restrição intelectual em diferentes graus.
Para a inclusão escolar, nosso principal objetivo inicial visou identificar as habilidades pré-escolares existentes como suporte para o início da alfabetização em determinados casos clínicos.
Na síndrome Peri-sylviana (SP) as crianças inicialmente apresentam atraso de fala e, depois, problemas para articular os sons. Na pesquisa estamos identificando habilidades necessárias para predizer o desempenho ulterior em leitura e escrita nessas crianças em estudo.
Estamos tentando implementar uma unidade de pesquisa na Escola Municipal Jardim do Sol para acompanhar todo o processo de alfabetização do menino x onde estaremos também subsidiando a escola e ajudando o menino x nas suas dificuldades de aprendizado e de fala.

Infelizmente os dados mostram que a maioria dos pais de crianças com lesões cerebrais somente com a proximidade da idade escolar é que vão procurar um tratamento sistemático (uma lástima, pois quanto mais cedo for o início do tratamento de reabilitação das lesões maior será a probabilidade de resultados positivos e reversíveis de suas consequências, sobretudo, de possíveis reversões orgânicas neuronais).
Essas crianças apresentam, na sua maioria, deficiências múltiplas, onde se incluem deficiências motoras e de linguagem (dificuldades de expressão através da linguagem oral e ou escrita). Essas crianças podem ter inteligência normal ou até acima do normal, mas também podem ter atraso intelectual, não só devido às lesões cerebrais, mas também pela falta de experiências resultante das suas deficiências.

AudioVox - Windows SE. Simulação e Testes.
Doação da Empresa Vivo - interessada em um celular para mudos
  OPERAÇÃO 02. Realizar uma simulação com um produto industrial do mercado já disponível, visando testes e demonstrações. Essa operação será executada em simultaneidade com a operação 01. Essa operação foi realizada com um produto de mercado conhecido como AudioVox (doado por parcerias empresariais e industriais) onde realizou-se simulações com integração de imagens e recursos sonoros, testes junto a pacientes identificando potencialidades, limites e diretrizes para a produção do futuro protótipo IPAVOX. Foram realizados inúmeros testes e demonstrações indicando alternativas para um produto especialista final.

OPERAÇÃO 03. Indicar, explicitar, descrever, desenhar e demonstrar um protótipo funcional (IPAVOX) como um dispositivo móvel encapsulado por um sistema especialista operando de modo integrado dois módulos: 1. O módulo do usuário (dispositivo móvel) e 2. O módulo clínico (Desktop). Trata-se de um artefato móvel (multitarefa) para pessoas com diferentes tipos de perda da capacidade de expressão da fala como afasias e apraxias severas.
O projeto de pesquisa instalou uma Unidade de pesquisa HARDWARE/SOFTWARE do NITAS (Núcleo interdisciplinar de tecnologia assistiva e simbiogênese), localizada no DC Negantes do Centro Universitário Metodista IPA. O produto IPAVOX está sendo desenvolvido numa célula de trabalho localizada nessa unidade de pesquisa. Essa unidade conta com a participação direta dos professores Jefferson Couto, Omar Silveira, André Rodrigues. Esse projeto trata de uma pesquisa financiada pelo CNPQ coordenada pelo Sociólogo Dr. Gilson Lima e pelo neuologista Dr. Fleming Peixoto. O projeto propõe a criação de novos processos de reabilitação clínica e educacional integrados em simbioses digitais com um hardware móvel de sintetização “artificial” de voz.
Como vimos diante das dificuldades enfrentadas por crianças com lesões cerebrais portadores de habilidades funcionais deficitárias de atos de fala, sobretudo, em idade escolar, observou-se o potencial de aplicar a abordagem simbiogênica na cooperação da interface entre a realidade orgânica e inorgânica mediada pelas tecnologias assistivas visando suprir, reduzir ou ampliar essas funcionalidades orgânicas sensitivos-sensoriáis, motoras, comunicativas deficitárias dos atos de fala.
A operação 03 em pleno andamento. Plataforma do hardware escolhida => ARM7, linha de processadores de 32 bits estabelecida no mercado e utilizada em diversos dispositivos móveis. O protótipo está sendo desenvolvido junto a um kit de LPC 2478 que conta com controlador ARM7, display touch screen, interfaces de comunicação (serial, usb, cartão SD, som, e outros) para o desenvolvimento de drive de controle para cada periférico (tela, touch screen, comunicação, som, etc).

Alguns dos principais elementos da base de elaboração do HARDWARE/SOFTWARE

Diretriz básica: Interface facilitadora. O hardware contará flexibilidade adaptativa de processos simbiogênicos nômades e bateria com autonomia para longo tempo de uso adequada, interface de toque de tela e provável apoio de teclado virtual e interface de comunicação com desktop para alimentação de dados. Recurso de apresentação de imagens associando atividades frequentes: Bom dia, Boa tarde, Boa noite. Nome. Identificação. Situações (fome, desejos,...). Essas imagens integradas a recursos de fala serão executadas após um estido de proposições também mais frequentes.

1. Mobilidade. O protótipo deve ter uma ampla mobilidade e flexibilidade adaptativa a processos simbiogênicos nômades. Bateria com tempo de uso longo. A Produção e integração do software de sintetização de voz num protótipo no aparelho móvel denominado IPAVOX proposto inicialmente para ser utilizado num dos braços do paciente logo acima das mãos. Esse aparelho deve permitir dotar o paciente de um suporte de sintetização artificial de voz através de uma interface amigável.

2. Ter um módulo clínico e um módulo de usuário. Integração do dispositivo periférico e sistema operado em desktop. A carga de dados e controle do módulo clínico (em desktop) deve estar integrada entre o desktop e o dispositivo móvel.

3.    Interface de toque de tela com provável apoio de teclado virtual. Trata-se de um projeto que envolve alguns anos de construção. Estamos chegando na fase final do protótipo 1.0 e já foi construído para o produto os drives para controle do display (função  de  escrita  e  captura  de coordenadas de toque na tela), mapeamento de dados em memória e tratamento de eventos. Estamos iniciando a integração do IPAVOX com Desktop e os efetivos programas de conteudo e fala.
O IPAVOX é um produto chave no processo integrado de inclusão escolar e comunicação alternativa envolvendo interface computacional, com o auxilio do software que será desenvolvido para facilitação da consciência fonológica e da amplificação dos processos de significação e alfabetização beneficiará casos gerais de crianças com lesões cerebrais em idade de inclusão escolar.

Desafio para o futuro. Na versão 2.0 – proximo projeto estamos propondo:

1. Integração a banco e dados para opções verbalização rápida on-line e em tempo histórico, banco de proposições, banco de perguntas freqüentes e banco de respostas freqüentes.
2. Teclado virtual de texto no dispositivo móvel.
3 Teclado com recurso priming. Esse reurso visa também aplicar no artefato uma abordagem de interface amigável tipo janelas gráficas dentro do paradigma de priming onde no mesmo momento da digitalização antes de cada estimulo de enter completo da execução vocal, permite ir se formando léxicos a serem escolhidos por tecla de atalho rápido – tanto para destros como para canhotos – e sendo apresentada uma palavra.
4 Estudos futuros e indicações para o uso de um suporte em dicionário de apoio para as conversações.

Dos casos Clínicos. Descrição do Caso (2). Uma lesão mais grave de paralisia celerebral

Menina Y, 14 anos Tetraplegia.

Identificação da codificação da comunicação alternativa com a irmã mais nova; Atendimento interdisciplinar de: Terapia Ocupacional- Fonoaudiologia- Fisioterapia.
Implantação de programas computacionais especiais com infra-vermelho para fins de aprendizagem escolar.

O primeiro passo foi realizar uma ressonância magnética para estabelecer uma diagnosemais precisa tanto das áreas anatômicas, massa encefálica atingidas como os potenciais problemas funcionais. A Ressonância indicou:
Presença de múltiplas anomalias do córtex cerebral incluindo => 1. Áreas perisilvianas, rolândigas e ;
     2. Áreas Parieto-occipitais superiores

Situação: Compreensão verbal sem linguagem expressiva: oral e fala.

Quadro sintético: Tetraplegia => Solução sedentária/avatar – situação mais crítica da lesão.
tendimento clínico-educacional interdisciplinar. Etnografia do cotidiano e mapeamento de comunicação alternativa.
Solução sedentária: acoplamento de infravermelho com interação de interface de boca e olhos integrando minilaptop e recursos computacionais de interface.
O aparelho será acoplado na cadeira de rodas (sedentário).
As atividades de atendimento clínico e os processos de alfabetização da menina y serão suportadas por programas especialistas integrada na interface Avatar um suporte informacional com infravermelho e padrão de reconhecimento de face com interação com de comandos por olhos e boca.


No minilaptop é adaptado uma câmara especial voltada a leitura da musculatura orbicular (do olho) e dos micro movimentos da boca. Hoje já é possível encontrarmos avançados sintetizadores de comunicação alternativa falante, com falas, palavras e letras pré-armazenadas, que, inclusive, conjugam os verbos automaticamente e pode ser acionada pelo piscar de olhos ou pela leitura de varredura da boca. Nosso projeto envolve todo o rosto e a boca como os principais acionadores de comando e navegação e os olhos apenas para conectar e desconectar a paciente junto ao minilaptop. Ao se conectar a paciente e a máquina ficam integras, torna-se um avatar sua face e sua boca passam a compor e a comandar a máquina. A interface avatar permite acesso a programas windows, sintetizador de texto, jogos de aprendizagem e navegação hipertextual. Uma experiência difícil, mas altamente desafiadora e reveladora, permitindo não apenas uma expansão simbiótica motora, mas uma expansão do córtex da paciente (hipercórtex) agora integrado na aprendizagem e comunicação computacional.
Diferente do primeiro caso onde começamos com as atividades clínicas para depois ir integrando os processos de engenharia e construção do produto no caso periférico mais grave (sedentário) fez-se um caminho ao contrário. Toda a solução tecnológica foi realizada e está sendo instada. Agora nesse primeiro semestre de 2011 será iniciada as atividades clínicas e educacionais interdisciplinares integrando a solução avatar com diferentes programas especialistas de aprendizagem.

CONCLUSÃO

Conclui-se que os atendimentos interdisciplinares proporcionaram Inclusão social, inclusão digital e inclusão escolar e a abordagem interdisciplinar ampla apesar de ser muito mais complexa ao mesmo tempo produz diferentes olhares e diferentes resultados nos processos e produtos de reabilitação.
A simples produção de processos clínicos ou de produtos que envolvem o modelo de reabilitação disciplinar e reducionista não permitiria que enxergássemos tão longe e que resolvêssemos inúmeros problemas tanto técnicos como sociasis quen encontramos no caminho da execução do projeto. Isso repercute em todas as áreas que atuam na pesquisa e todos se enriquecem mutuamente tanto as atividades clínicas, as de engenharia, as atividades pedagógicas e as relações sociais permanentemente estabelecidas juntos aos familiares e as escolas dos pacientes envolvidos.
Enfim, muitas soluções só foram possíveis diante do amplo diálogo e das interfaces entre as fronteiras de conhecimento envolvidas, juntamente com a atenção desta ampla simbiose de saberes.

REFERÊNCIAS

1. PROJETO DE PESQUISA SIMBIOGÊNESE APLICADA EM PROCESSO DE REABILITAÇÃO: reabilitação sócio-educacional interdisciplinar. Coordenadores: Dr. Gilson Lima e Dr. Fleming Pedroso.
2. PROJETO CNPQ – Processo Número: 400750/2009. Coordenador: Dr. Gilson Lima.
3. Relatório parcial da situação do NITAS – projeto 400750. Centro Universitário Metodista IPA. Agosto 2009 – Agosto 2011. Centro Universitário Metodista IPA. Pós-graduação em Reabilitação e Inclusão. Núcleo Interdisciplinar de Tecnologia Assistiva e Simbiogênese. Dr. Gilson Lima.
4. LIMA, Gilson, Dr. Fleming Pedroso , Dra. Maria Inês Dornelles da Costa Ferreira , Ms. André Rodrigues , Ms. Jefferson Leal Couto. A broad interdisciplinary convergence of knowledge for rehabilitation and inclusive education: a case study.
5. LIMA, Gilson. Nômades de Pedra: Teoria da Sociedade Simbiogênica contada em prosas. Porto Alegre: Escritos, 2005.
6. MARGULIS, Lynn. O Planeta Simbiótico: nova perspectiva da evolução. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
7. _______________ ; SAGAN, Dorion. O que é vida? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
8. PEDROSO, Fleming Salvador; ROTTA, Newra Telleche. In: Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre, ArtMed, 2006.
9. POMBO, Olga. Interdisciplinaridade: ambições e limites. Lisboa: Relógio d'Água, 2004, p. 73-104.
10. ____________. Práticas interdisciplinares. Revista Sociologias, Porto Alegre, Ano 8, número 15. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006, p. 208-249.
11. SCHWARTZMAN, José Salomão. Paralisia Cerebral. São Paulo: Memnon, n. 6, p.3-5, maio-junho 1992.
 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cientistas confirmam os benefícios da leitura para o cérebro

Pesquisa mostra que a leitura melhora o processamento de estímulos visuais.
Por Nátaly Dauer

Um estudo desenvolvido por cientistas europeus confirmou algo que todos já sabiam ser verdade: saber ler é bom para o cérebro. Todavia, agora há imagens do cérebro para provar cientificamente o fato, e uma noção do porquê isso acontece.
O neurocientista cognitivo Stanislas Dehaene, diretor da Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Inserm-CEA, na França, e seus parceiros no Brasil (Centro de Investigação em Neurociências do Hospital Sarah Lago), na Bélgica (Universidade de Bruxelas) e em Portugal (Uniersidade de Lisboa), usaram exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para avaliar o cérebro de 63 adultos, entre eles 10 analfabetos, 22 que aprenderam a ler na maioridade e 31 que foram alfabetizados durante a infância.
A investigação englobou, paralelamente, populações brasileiras e portuguesas por serem de países com populações onde muitas crianças de ambientes isolados e rurais não vão à escola. Os voluntários selecionados, mesmo os analfabetos, eram socialmente bem integrados, com boa saúde e a maioria com emprego.
Os cientistas descobriram que o cérebro dos adultos que podiam ler apresentava mais respostas dinâmicas a palavras impressas não só nas áreas do córtex destinadas à leitura mas também em regiões cerebrais que processam as informações visuais. Aconteceram respostas semelhantes em áreas relacionadas às informações faladas. Essas respostas foram observadas nos dois grupos alfabetizados.
Por outro lado, os indivíduos analfabetos usavam uma parte maior da área do cérebro que responde a imagens de rostos do que os indivíduos letrados, o que pode significar que os alfabetizados possuem menos habilidade no reconhecimento de faces (experimentos para comprovar essa hipótese serão realizados em breve, afirma o site TG Daily).
Muitos questionam no site Physorg qual a grande novidade nisso tudo. Porém, o estudo é sério e diz mais do que apenas confirmar que aqueles que lêem possuem cérebros mais ativos, já que mostra exatamente como a leitura beneficia nossa massa encefálica.
Aprender a ler, mesmo na idade adulta, é uma experiência tão importante para o cérebro que ele redistribui alguns dos seus recursos, obrigando outras funções, como o reconhecimento facial, a abrir mão de parte da sua gleba”, afirmam os pesquisadores. Para saber mais sobre a pesquisa, basta acessar o site Ciência Hoje pela URL encurtada tiny.cc/0ufyr.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Assistam minha entrevista ao vivo pela internet hoje terça 17 horas

Assistam e participem da minha entrevista que estarei realizando hoje (terça feira, 04 de janeiro) na Alltv das 17 as 18 horas ao vivo pela Internet. Dr. Gilson Lima.

O entrevistador é o Dr. Paulo Martins coordenador da Rede de Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente.
Linc: www.alltv.com.br
Tema:
A conquista da NANOTECNOLOGIA e as implicações para a LONGEVIDADE => Atenção amanhã terei 116 anos, mais do que um milhão de horas de existência. E daí?


RESUMO
O século XX com a massificação dos antibióticos, da vacina e da socialização das descobertas da ciência nos gerou uma grande parcela de pessoas de cabelo branco circulando pelas instituições e espaços públicos. Uma novidade na história da humanidade onde encontrar idosos com cabelos brancos na sociedade era uma raridade até o Século XIX. Na metade do Século XXI, muito provavelmente a maioria da população “humana” terá mais do que cinquenta anos. Algo nunca antes acontecido na nossa evolução.

E daí então para a noção de sociedade industrial centrada no trabalho. Isso implicará em mais vida e muito menos trabalho. Nossa vida média que está sendo conquistada rapidamente girará em torno de 700.000 horas, mais do que o dobro de nossos avôs (300.000 horas).

O que colocam novos dilemas.
E daí então para a noção de renda da aposentadora gerada por cálculos racionais entre a compensação de quem trabalha para quem não trabalha. E daí para os períodos clássicos de infância – adolescência, idade adulta e velhice.
Estes (nossos avós) trabalhavam 120.000 horas no curso de suas vidas, enquanto nós trabalhamos 80.000. Os nossos filhos por sua vez, viverão em média de modo muito pessimista a que tudo indica em torno de 900.000 horas (em torno de 104 anos) e trabalharão naquilo que entendemos na sociuedade moderna como tarefas humanas atuais de trabalho que não ultrapassarão mais do que 50.000 (quase 6 anos).
As conseqüências são perturbadoras. Em três gerações a longevidade mais do que dobrou; desapareceram milhões de empregos físicos e foram criados milhões de atividades intelectuais; a maior parte da população ativa trabalha em setores terciários; o tempo livre aumentou para a maior parte da população rica e abastada; as emoções e os sentimentos recuperaram terreno em relação à pura racionalidade industrial, todos os ramos da vida feminizaram-se; o tempo e o espaço desestruturaram-se; a qualidade da existência tornou-se objetivo prioritário para todo o Primeiro Mundo.
Falar do futuro não é tarefa fácil. Para muitos, sobretudo os positivistas, o tratamento do futuro não é objeto da ciência, trata-se de uma atividade a ser realizada pelo pensamento mágico, uma atividade para bruxos e esotéricos. Entretanto, pensamos de modo diferente, para nós é possível o pensamento complexo, através de simulações buscarmos ensaios e aproximações com o futuro. Certamente que o futuro simulado não é o futuro vivido. O tempo encarregará de validar as hipóteses e aproximações.
Nesse sentido, pensamos que na segunda metade do Século XXI - em um pouco mais do que quatro décadas - ao que tudo indica estamos prevendo novas descobertas sobre a vida e a morte que estão sendo realizadas fará com que descobriremos descobertas sobre a vida e a morte mais do que realizamos em 40.000 anos procedentes.
A que importa aqui é que novos processos da aceleração do efeito social da longevidade que se iniciou no Século XX, sobretudo com a difusão dos antibióticos, da difusão das vacinas e das descobertas realizadas pela ciência serão - atualmente com a conquista da nanociência e da nanotecnologia – alçadas num novo patamar hiper acelerador dos efeitos sociais da longevidade. É preciso ter claro que precisamos muito mais do que a nanociência e a nanotecnologia nos oferece para responder esse desafio.

Dr. Gilson Lima. Doutor em sociologia das Ciências. Professor de neuroaprendizagem e pesquisador da criatividade aplicada da pós-graduação em reabilitação e inclusão do Centro Universitário Metodista IPA - Porto Alegre. Pesquisador e Coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Tecnologia Assistiva e Simbiogênese (NITAS) – com atividades experimentais na área da interface entre corpo-cérebro-mente-máquina visando gerar novos produtos e processos de políticas de reabilitação envolvendo situações críticas de déficits e lesões. MEMBERSHIP dos Comitês de pesquisa RC46 CLINICAL SOCIOLOGY e do RC33 LOGIC AND METHODOLOGY IN SOCIOLOGY da ISA - International Sociological Association.

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