PÁGINAS

sexta-feira, 1 de maio de 2015

COMO ASSIM ESTÁ FALTANDO DINHEIRO NO MUNDO?


ECONOMISTAS. O dinheiro papel sumiu. Virou informação. Sem pátria a informação financeira move-se em velocidade crescente: cerca de 300.000 quilômetros por segundo. O modo como se fabricava moeda e sua circulação mudou. Nunca fomos tão ricos. Nunca circulou tanta riqueza monetária pelos satélites do mundo. O volume das transações financeiras mundiais é tamanha que para termos uma ideia um trilhão de dólares era toda a riqueza produzida por todos os homens, todas as mulheres, todas as máquinas em interação com a natureza nos idos de 1950.
Hoje, as notas físicas de dinheiro são cada vez mais escassas. São encontradas somente em carteiras de "pobres" em pequenas quantidades ou em grande quantidade na economia clandestina no tráfico de drogas nas transações criminosas...
Existem no mundo hoje cerca de milhares e milhares de telas por aí, ligadas, conectadas para gerenciar dia a dia, vinte e quatro horas um trilhão de dólares.
Um milhão de dólares é muito dinheiro para a maioria das pessoas. Medidos na forma de uma pilha de cédulas de cem dólares, teriam mais de vinte centímetros de altura. Um bilhão de dólares — em outras palavras, mil milhões — formariam uma pilha mais alta que a catedral de Saint Paul. A pilha de um trilhão de dólares — um milhão de milhões — teria mais de 193 quilômetros de altura, vinte vezes mais que o monte Everest – o mais alto do planeta.
Nunca – enquanto humanidade – fomos tão ricos, porém nunca fomos também tão desiguais.
Como assim os governos não tem dinheiro para infra-estrutura, educação, pagar bem seus funcionários, segurança, cuidar do meio ambiente,...
Não estamos mais no Século XIX. Não podemos pensar a regra de caixa público como se os Estados só pudessem fabricar recursos financeiros de impostos?

Onde estão as agências mundiais? Os Bancos Centrais do Mundo? Não é para isso que eles existem.
Não tem ninguém pensando num algoritmo novo, nessa economia planetária onde os bits monetários já são tantos que se nós devastássemos todas as formações florestais que nos restam, mesmo assim, não teríamos como imprimir fisicamente toda essa riqueza.

Gilson Lima. Sociólogo, cientista, escritor e músico. E-mail: gilima@gmail.com