sexta-feira, 10 de abril de 2026

O AÇUCAR NA MEDICINA SIMBIÓTICA: não somos o que comemos, mas o que nossas bactérias absorvem

Gilson Lima (1)




O cérebro não precisa de açúcar para se manter saudável, no entanto uma elevada ingestão diária de açúcar pode afetar negativamente as faculdades do processamento sináptico e aumentar o risco de desenvolver demência ou Alzheimer, por exemplço.

É verdade que a glicose é necessária para o cérebro e para todo o corpo e a  glicose pode ser produzida por meio de vias metabólicas a partir de proteínas ou ácidos graxos, além de ser obtida por meio de alimentos como vegetais e frutas. 

O problema não está no consumo do açúcar presente em alimentos naturais que contêm glicose por natureza (como frutas, vegetais, tubérculos, leguminosas, laticínios ou pseudocereais), mas sim no consumo de açúcar adicionado (o açúcar de mesa ou dos produtos processados), no abuso do açúcar livre (liberado pelo alimento depois de processado, como ao espremer frutas para fazer sucos ou mesmo o próprio mel) e no excesso de farinhas refinadas (aquelas que perderam a fibra de suas camadas mais externas, passando de integrais a brancas). 

Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que  devemos consumir o consumo de açucares livres  para cerca de 50 gramas (10 a 12 colheres de chá). Porém,orienta  que o ideal seria de 25 gramas  de açúcar adicionado por dia (6 colheres de chá), mas a maioria da população ultrapassa facilmente essa quantia, prejudicando cada vez mais o pâncreas. 

Para entender melhor, é importante conhecer a digestão do açúcar. COMO O AÇÚCAR É METABOLIZADO Quando o açúcar é absorvido pelo sistema digestivo, o nível de glicose no sangue aumenta, e o pâncreas atua secretando insulina. 

A insulina funciona como uma chave que abre as portas das células para permitir que a glicose entre e seja usada como fonte de energia. Ela também facilita o armazenamento do excesso de glicose em forma de glicogênio no fígado e nos músculos. Se houver muita glicose e não houver espaço, isso vira gordura acumulada no corpo. É o que explica por que o açúcar aumenta a gordura corporal.

 Se exagerarmos no açúcar, ficaremos resistentes à insulina e, mesmo que o pâncreas secrete o excesso do hormônio, não conseguirá fazer o que precisa, porque as células começarão a falhar na hora de responder à insulina, que se acumulará no corpo, causando fome constante, ganho de peso, dores de cabeça e cansaço, entre outras coisas. 

A resistência à insulina, ou pré-diabetes, se mantida por muito tempo, vira diabetes à medida que o pâncreas se deteriora. Como você pode ver, o excesso de açúcar nos destrói por dentro. E isso não só acontece conforme envelhecemos, porque também quem mais sofre são as crianças. São elas as maiores consumidoras de açúcar, de acordo com estudos. Se os adultos deveriam consumir menos de 25 g por dia para não prejudicar a saúde, segundo a OMS, quem dirá as crianças, que têm órgãos menores e em desenvolvimento. exemplo, um achocolatado de caixinha (200ml) pode conter cerca de 25g de açúcar, atingindo o limite ideal da OMS em uma única porção. 

Estima-se que em geral crianças e adolescentes consomem entre 22% e 30% da energia de sua alimentação em forma de açúcar, principalmente os menores de 3 anos de idade. As principais fontes são sucos, iogurtes e sobremesas açucarados, biscoitos, produtos de confeitaria e cereais matinais. 

o Brasil é o quarto maior consumidor de açúcar do mundo. Os brasileiros estconsomem cerca de 80g de açúcar por dia, mais que o triplo da recomendação ideal da OMS.  

A população espanhola média consome cerca de 75 g de açúcar adicionado por dia, o triplo do limite recomendado pela OMS. Esse fato não deveria nos surpreender, uma vez que podemos encontrar açúcar até mesmo nos produtos em que menos esperamos, como o pão de forma, o molho de tomate, a papinha de bebê ou o leite em pó. Se pensarmos bem, para a indústria alimentícia, o açúcar é o alimento perfeito para adicionar aos alimentos processados: é barato, acentua o sabor e vicia. 

Para saber se um produto contém açúcar adicionado não basta apenas observar a embalagem, mas aprender a ler a tabela nutricional.  A quantidade exata de açúcar adicionado de um produto, uma vez que verificamos que contém açúcar em seus ingredientes, é obtida pela leitura da tabela nutricional. 

A tabela nutricional consiste nas informações contidas na embalagem de qualquer produto alimentício, geralmente localizada no verso, e detalha os ingredientes e nutrientes do alimento. Esta informação é obrigatória para todos os alimentos processados e se destina especificamente aos consumidores.  

Um primeiro passo crucial é prestar atenção à lista de ingredientes, que estão dispostos em ordem decrescente, do componente mais significativo ao menos significativo no produto. Ou seja, se o primeiro ingrediente for água e o último sal, significa que a água é o ingrediente em maior quantidade, e o sal, em menor. 

A primeira coisa que veremos são as calorias, seguidas pelos carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, sais e minerais. Vamos nos concentrar nos carboidratos e, mais especificamente, nos açúcares, que aparecem logo após os carboidratos.

É importante ter certeza de que o açúcar está na lista de ingredientes porque, caso contrário, não seria necessário olhar a tabela nutricional. Isso acontece porque, se não há adição de açúcar, o número que aparece na tabela faz referência ao açúcar naturalmente presente no leite, nas frutas ou nos vegetais, por exemplo. Se os primeiros ingredientes do produto incluírem farinhas refinadas, açúcar, diferentes adoçantes ou óleos vegetais como o de girassol ou o de palma, fica estabelecido que o que vamos comprar não é muito saudável. 

Quando focamos na busca por açúcares adicionados, devemos ser extremamente cuidadosos, pois a indústria adota inúmeras estratégias para nos fazer enxergar os produtos como saudáveis. 


NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR: 

As industrias as indústrias alimentícas são as maiores em quantidade no mundo e em gerão - são antibióticas (doenças) e não se preocupam com nossa saúde. A maioria dos alimentos processados contém açúcar, são baratos, saborosos e viciantes. A doença é um grande negócio. Diferente de uma civilização simbiótica evoluída, os alimentos saudáveuisa são os mais caros. É o padrão antibiótico das políticas de "saude". Por isso sempre digo que os Ministérios da Saúde não cuidam da saúde, mas do negócio da doença (remédios, hospitais, etc). A água, a terra fértil, o ar, etc. que são vitais para a vida saudável raramente estão no governo dos ministérios da saúde e dos órgãos  governamentais de saúde e de suas politicas públicas. 


 Estratégia 1. Alteração do nome de alguns componentes do produto 

A indústria alimentícia, consciente de que o público se tornou mais cuidadoso e informado, tem utilizado estratégias para disfarçar a presença de açúcar, utilizando termos como dextrina, maltodextrina, dextrose (observe os que contêm x), cristalizado, demerara ou açúcares de frutas e plantas, como a sacarose, a maltose, a frutose ou a glicose adicionada (todos terminam em -ose), o açúcar mascavo, de cana integral ou orgânico (nomes que fazem com que os componentes pareçam mais saudáveis) e diferentes tipos de xaropes como agave, frutose, glicose ou xarope de bordo. 


Estratégia 2. Separação dos ingredientes 

Em muitas ocasiões, vários desses nomes aparecem em um mesmo produto porque são adicionados em pequenas quantidades e, portanto, não estão em primeiro lugar. Um exemplo é de alguns biscoitos cheios de açúcar, cujos ingredientes são os seguintes: farinha de trigo, óleos vegetais de girassol de alto teor oleico e de palma, xarope de glicose e frutose (isso é açúcar adicionado) coco ralado, açúcar, mel (mais açúcar adicionado), soro de leite em pó, ovo em pó, fermento químico, sal, aromatizantes (mais açúcar ainda), antioxidantes e extrato de malte de cevada (finalizando com mais açúcar). 

Se eles tivessem colocado tudo somente como açúcar (como quando fazemos biscoitos em casa), apareceria como o segundo ingrediente, já que são ordenados da maior para a menor quantidade. 


Estratégia 3. Quebra das porções 

É importante observarmos a tabela nutricional, que nos mostra a quantidade de açúcar a cada 100 g de produto (ou, em muitos casos, numa porção estimada de consumo). Já vi biscoitos que definiam uma porção como duas unidades, com uma quantidade de açúcar de apenas 5 g, o que não parece tanto. 

A mesma coisa acontece com os shakes de chocolate individuais de 200 ml, que marcam apenas o açúcar em 100 g de produto, indicando, portanto, apenas 11 g de açúcar, em vez das 22 g correspondentes ao total da bebida. 


Estratégia 4. Fortalecimento do produto 

A cada dia encontramos mais produtos que prometem auxiliar no trânsito intestinal ou que são ricos em ferro ou ômega-3. Porém, quando paramos para avaliar sua lista de ingredientes, percebemos que não somente isso não é verdade, mas que também podem ter o efeito contrário ao prometido, uma vez que costumam ser pró-inflamatórios. 

Porém, se uma pessoa vai ao médico e ele a diagnostica com um problema de saúde que pode ser amenizado consumindo alimentos ricos em ferro, ômega-3 ou fibras, quando for ao supermercado e se deparar com esse produto, essa pessoa não pensará duas vezes antes de comprá-lo no desespero. 

Depois da indústria alimentícia, a segunda maior é a indústria farmacêutica. É conveniente que sejamos pacientes medicados. Afinal, se não fosse assim, com todos os avanços que existem hoje, com tanta informação disponível nas redes sociais nós deveríamos ser advertidos oficalmente mais vezes de que o açúcar é a principal causa das patologias sofridas no mundo ocidental. 


ALGUNS PROBLEMAS CAUSADOS PELO AÇUCAR

O açucar provoca inflamação no corpo devido aos picos de glicose e à resistência à insulina, que, por sua vez, provoca acúmulo de gordura no fígado, sobrepeso e obesidade. Esses aumentos e quedas descontrolados do açúcar no sangue nos deixam mais cansados e fracos. Potencializa o desenvolvimento e a progressão de doenças autoimunes. 

O açúcar é um dos alimentos preferidos pelas bactérias “ruins” que compõem a microbiota, ou flora bacteriana, e, quando aumentam, causam um desequilíbrio, ou disbiose intestinal, enfraquecendo o sistema imunológico. Oxida as gorduras. Isso é a causa da maioria das doenças cardiovasculares, que causam o maior número de mortes no mundo. As doenças cardiovasculares (que incluem as vasculares, como AVC, e cardíacas, como infarto) são a principal causa de morte no mundo. Elas representam cerca de 32% de todos os óbitos globais

O corpo, ao consumir açúcar em excesso, o transforma em triglicerídeos que são armazenados como reserva energética. Como consequência, ganhamos peso e o risco de desenvolvermos doenças cardiovasculares aumenta. Além disso, o colesterol produzido a partir de gorduras saudáveis é oxidado e adere às artérias coronárias, causando arteriosclerose. 

Por isso, e pela inflamação das paredes das artérias, estamos mais predispostos a sofrer um infarto. Altera nosso estado mental e provoca ansiedade, uma vez que a produção de adrenalina aumenta até quatro vezes o normal e nos coloca num estado de estresse intenso sem motivo algum. 

O exesso de açucar é a principal causa de diabetes, outra doença muito comum, que começa com a resistência à insulina mantida ao longo do tempo e termina em diabetes, principalmente do tipo 2. A diabetes tipo 1 tem origem genética, mas se vai evoluir ou não depende da dieta seguida nos primeiros anos de vida. Promove o envelhecimento precoce. 

O excesso de açúcar interfere no transporte e na função da vitamina C, que age como antioxidante e promove a formação de colágeno e elastina, além de fabricar mucopolissacarídeos, moléculas essenciais para uma boa cicatrização e elasticidade da pele. O açúcar piora a qualidade da pele, envelhecendo a aparência antes do tempo. 

O açucar vicia. Quando consumimos açúcar, o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor associado à recompensa e ao prazer. Essa liberação pode criar uma sensação de bem-estar e felicidade. Com o tempo, o cérebro pode desenvolver tolerância à dopamina liberada pelo açúcar, o que significa que será necessário consumir mais para experimentar a mesma sensação de prazer. Além disso, alguns estudos em animais sugerem que o açúcar pode ter efeitos semelhantes aos das drogas viciantes. 

A mudançaz de rumo envolve apreciar os sabores mais naturais e a sentir o mesmo prazer com alimentos que não continham adição de açúcar graças ao aprendizado contínuo e à mudança de hábitos. O corpo não precisa de adição de açúcar para ser saudável. O problema não está no consumo de alimentos que contêm açúcar naturalmente. Tomar suco de frutas, ainda que feito em casa, não é saudável. 

 

A MICROBIÓTICA: NÃO SOMOS O QUE COMEMOS, MAS O QUE NOSSAS BACTÉRIAS ABSORVEM

microbiota e sua conexão com o cérebro repercutem sempre o que comemos no que sentimos e vice-versa. Quando comemos alimentos ricos em triptofano, como ovos, bananas ou oleaginosas, a produção de serotonina aumenta, o que nos deixa mais felizes. Por outro lado, o fato de ficarmos nervosos e preocupados com alguma coisa pode nos causar uma indisposição com cólicas e diarreia. Como isso é possível? Existe um eixo intestino-cérebro que explica tudo. O intestino e o cérebro estão conectados por um nervo chamado vago, que transmite sinais. O intestino é repleto de bactérias, que enviam sinais para o cérebro indicando os alimentos de que precisam, e nós, captando-os no cérebro, damos a elas o que nos pedem. Ou seja, as bactérias exercem controle sobre os alimentos que queremos consumir. 

Claro que nem todas as bactérias que temos são boas, e elas vão nos pedir o que precisam para continuar crescendo e se reproduzindo. É então que percebemos que o problema de termos desejos, especialmente por coisas doces ou salgadas, pode não ser culpa nossa, mas sim das nossas bactérias! Elas podem até mesmo manipular nossos sentimentos e o que nos apetece, alterando os receptores de sabor e fazendo-nos sentir mal, até que precisemos nos recompensar com substâncias que nos façam sentir bem. Tudo para sua própria sobrevivência. 

Por isso, é possível que, em alguns momentos da vida, desejemos coisas que nunca chamaram nossa atenção antes. Um exemplo muito claro é o das mulheres grávidas. Muitas vezes elas sentem desejos por alimentos que antes não apreciavam, e isso se deve às grandes mudanças que ocorrem no corpo.

A microbiota é a flora bacteriana que é o conjunto de microrganismos que temos no corpo são quase todos bactérias, mas além disse temos os protozoários, fungos, parasitas, vírus… e todos vivem em simbiose conosco. O que significa que eles não apenas nos habitam, mas também são parte do que somos e precisam de alimentos que necessitam para continuarem crescendo e, em troca, eles realizam diversas funções e a produzir substâncias essenciais para termos, em geral, uma boa saúde. 

Estamos tão repletos de microrganismos que, se os alinhássemos um atrás do outro, poderiam dar duas voltas e meia em torno da Terra. A microbiota intestinal é a mais populosa, mas também temos microbiotas no resto do corpo, como na boca, na vagina e na pele. 

É fundamental cuidar de todas, pois o desequilíbrio em uma delas afeta as demais. Um exemplo disso é o fato de muitas pessoas apresentarem problemas de saúde bucal (como halitose, língua esbranquiçada ou amarelada ou aftas, por exemplo) e, por não dedicarem atenção a isso, acabam provocando um desequilíbrio na microbiota intestinal. 

Em nossa microbiota encontramos bactérias “boas” e “ruins”, e é importante manter um bom equilíbrio entre os dois tipos para que possam desempenhar suas funções e nos fazer sentir bem. Por exemplo, entre as boas bactérias estão as do gênero Bifidobacterium e Lactobacillus, essenciais na fermentação dos alimentos e na produção de ácidos graxos de cadeia curta, benéficos para a saúde intestinal. 

Já as ruins, quando em excesso, podem causar problemas. Por exemplo, a Escherichia coli (E. coli) é benéfica em quantidades normais, mas certas cepas causam doenças gastrointestinais graves. As bactérias ruins se tornam inofensivas se mantivermos um bom equilíbrio. É verdade que a maioria das bactérias presentes em nossa microbiota é neutra, ou seja, nem boa nem ruim. 

Além disso, cada pessoa é diferente e, dependendo dos sintomas e do equilíbrio do seu corpo, será mais ou menos afetada pelas bactérias. Nós nos sentimos bem e permanecemos saudáveis graças às infinitas funções que a microbiota desempenha no organismo: É responsável por nos defender contra microrganismos nocivos e ensinar o sistema imunológico a distinguir aliados de inimigos. 

Por isso, cuidar da microbiota de pessoas com doenças autoimunes é fundamental para que sua condição não progrida e possa até melhorar. Influencia na resposta inflamatória do corpo, desempenhando um papel fundamental no combate a doenças e alergias. Produz moléculas vitais como vitaminas do grupo B e ácidos graxos de cadeia curta. Influencia nas calorias ingeridas. 

Como cada pessoa extrai mais ou menos calorias dependendo da sua microbiota, a quantidade de calorias ingeridas não é tão importante. É por isso que algumas pessoas aumentam a ingestão de calorias e ainda assim perdem peso. Fabrica vitaminas, incluindo B12, K e ácido fólico, que utilizamos posteriormente. Muitas vezes a deficiência dessas vitaminas está relacionada com a microbiota. Interfere na absorção de nutrientes, ajudando a capturar as vitaminas e os minerais fornecidos pelos alimentos consumidos. Graças às bactérias, nos nutrimos. 

Os micro organismos tomam conta de boa parte do nosso corpo, da boca ao cólon. Estima-se que no trato gastrointestinal se agrupem entre quinhentas e mil espécies diferentes de microrganismos. Alguns permanecem sempre fixos, outros são como convidados passageiros que acompanham a comida — bactérias comensais. O estômago e a primeira parte do intestino não são locais ideais para o estabelecimento das bactérias devido ao pH muito ácido e à presença de enzimas digestivas, por isso o local onde mais se depositam e vivem é no intestino grosso e no cólon. 

A microbiota muda à medida que vivemos, comemos e crescemos e, com ela, o sistema imunológico amadurece ao ser povoado pelas diversas bactérias que passam pelo trato digestivo. Quanto maior a diversidade bacteriana, maior a resposta do sistema imunológico. 

Portanto, para ter uma microbiota em boas condições, e para que o sistema imunológico nos defenda adequadamente, é fundamental seguir uma alimentação anti-inflamatória variada e um estilo de vida saudável. 

Assim, as bactérias boas crescem e se reproduzem, impedindo o crescimento das ruins. Se faltar alimento às ruins, elas vão morrer de fome, dando espaço para que as boas se proliferem livremente. 


NOSSA MICROBIOTA COMEÇA A SE FORMAR NA GESTAÇÃO 

Os primeiros anos de vida são muito importantes para a saúde futura. Até mesmo a saúde dos pais antes da gestação influencia a saúde do bebê ao nascer. Por isso, pelo menos seis meses antes de tentar engravidar, os pais devem começar a ter hábitos saudáveis e passar por um exame de sangue completo para verificar nutrientes e vitaminas, análises genéticas, parâmetros hormonais etc. 

Isso é positivo para a saúde do futuro bebê. Alguns estudos demonstraram que os filhos de mulheres que apresentam problemas digestivos antes e durante a gravidez têm maior probabilidade de nascer com alergias e intolerâncias alimentares, até mesmo maior predisposição para desenvolver doenças autoimunes ao longo da vida. Manter hábitos saudáveis durante a gestação é essencial. 

O feto se alimenta do que a mãe come e se beneficiará de todos os hábitos saudáveis adotados por ela. A gestação é quando começa a se formar a microbiota do feto. As primeiras bactérias repercutirão ao longo de sua vida, tanto para o bem quanto para o mal. 

O tipo de parto também influencia na microbiota. O parto vaginal é muito benéfico para o recém-nascido, pois, ao passar pelo trato vaginal, ele fica impregnado de microrganismos maternos, que o ajudam a estabelecer a própria flora, nascendo com um sistema imunológico mais forte, que o protegerá contra infecções, vírus, asma… 

Também é fundamental não dar banho no bebê pelo menos na primeira semana para não danificar essa camada esbranquiçada com a qual nasce, pois ela funciona como uma defesa natural. 

É importante destacar que, às vezes, o parto vaginal não é possível, e isso não é o fim do mundo, já que a microbiota continua se formando após o nascimento e é influenciada pela amamentação e pela alimentação à medida que a criança cresce. Há também alguns hospitais ao redor do mundo que costumam impregnar a pele do bebê com esse fluido vaginal. 

A amamentação é um tipo de alimentação natural que fornece a hidratação e os nutrientes que o bebê precisa. É muito importante o aleitamento materno até os 6 meses de idade, se a mãe puder oferecer. Além disso, constatou-se que as crianças alimentadas com leite materno têm menos probabilidades de sofrer uma morte prematura. Também se observou que o aleitamento está associado ao desenvolvimento e maturação das atividades encefálicas do bebê e faz com que ele tenha muito mais capacidade intelectual no futuro. Outro benefício é o fortalecimento do sistema imunológico tanto do bebê quanto da mãe. 

Claro, devemos ter em mente que a qualidade do leite materno dependerá da alimentação da mãe durante todo o processo. A mãe deve tomar a decisão de amamentar pelo tempo que considerar necessário. Enquanto o bebê estiver recebendo leite materno, terá um escudo contra diversas patologias. 


É POSSÍVEL MUDAR A PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA POR MEIO DA ALIMENTAÇÃO


 A alimentação de um bebê durante os primeiros meses e anos de vida é crucial para sua microbiota, mas algo muito surpreendente é que pode chegar a mudar a predisposição genética. Isso é o que chamamos de epigenética. 

Ao nascer, herdamos os genes de nossos progenitores e se, por exemplo, um deles tiver o gene da diabetes tipo 1, e este for herdado, há chances de desenvolvê-la ou não. Pois bem, se mantivermos uma alimentação saudável e adotarmos bons hábitos, poderemos anular essa predisposição e nunca desenvolver a patologia. 

Por outro lado, se a alimentação e os hábitos não forem adequados, haverá grande possibilidade de desenvolvê-la. Já escutei várias vezes a frase: “Já sei que daqui a alguns anos tomarei medicamentos para diabetes, porque todos os meus irmãos os tomam e isso é de família. Então vou aproveitar enquanto isso e comer o que eu quiser”. 

Se essas pessoas soubessem o que é epigenética e o que realmente é a diabetes, tenho certeza de que nem sequer cogitariam isso, pois é fato que uma alimentação saudável poderia prevenir essa patologia, assim como outras. E, caso apareça, existem diferentes graus da doença e somente com uma alimentação adequada é possível controlá-la sem a necessidade de medicamentos. A diabetes é apenas um exemplo, mas isso acontece com muitas outras doenças, inclusive as doenças mentais, pois, como já mencionamos, o intestino tem uma ligação especial com o cérebro. 

Vários estudos respaldam a relação entre a depressão e a microbiota, constatando que todos os pacientes que tiveram depressão careciam de ácidos graxos de cadeia curta — ácido butírico, ou seja, moléculas anti-inflamatórias produzidas por bactérias quando fermentam, principalmente fibras, no cólon. O butirato ou ácido butírico, ao reduzir a inflamação do intestino, pode prevenir ou melhorar os sintomas da depressão. 

Observou-se que existe uma importante relação entre a diversidade bacteriana e a prevalência de transtornos mentais. Quanto maior a diversidade, menor predisposição teremos para sofrê-los. Uma alimentação variada e anti-inflamatória torna isso possível, e a verdade é que, quando uma pessoa sofre de problemas como estresse ou depressão, tende a adotar maus hábitos alimentares, o que piora sua condição. 

É um círculo vicioso, a serpente mordendo a própria cauda. Por outro lado, quando começamos a melhorar a alimentação, tendemos a sentir uma melhora em nosso bem-estar psicológico. Essa conexão nos lembra da importância de cuidar do corpo e da mente. 

A alimentação anti-inflamatória tquando nnecessárias tras benefícios à saúde, reduzindo a medicação para a dor e ajudando-a a perder peso, recuperando aos poucos o peso normal, mas, acima de tudo, ajuda a se recuperar da depressão., etc. Uma alimentação anti-inflamatória pode ajudar a regenerar a microbiota. 

A inflamação crônica tem impacto no desequilíbrio da microbiota (disbiose), criando um ambiente menos favorável para bactérias boas e, ao mesmo tempo, promovendo o crescimento e a reprodução de bactérias nocivas. 

Além disso, a inflamação crônica está relacionada à menor diversidade bacteriana e ao aumento da permeabilidade intestinal, permitindo que bactérias e substâncias que não deveriam acessar a corrente sanguínea o façam, o que afeta negativamente a microbiota intestinal e a saúde. 

É verdade que essa relação é bidirecional, o que significa que um desequilíbrio na microbiota também pode gerar inflamação crônica no organismo. Portanto, manter um equilíbrio saudável na microbiota intestinal por meio de boa alimentação e hábitos anti-inflamatórios é muito importante para prevenir e tratar as doenças inflamatórias crônicas tão comuns nos dias de hoje. 

O intestino e o cérebro estão conectados, o que significa que se nos alimentarmos de forma saudável e dermos ao intestino os alimentos de que precisa, nos sentiremos muito melhor psicologicamente, com mais energia, motivação e até mesmo mais felizes. Pensamentos negativos, estresse e menos socialização também podem afetar a microbiota. 

As bactérias no intestino exercem controle sobre os alimentos que queremos comer. Se as bactérias ruins predominarem na microbiota, elas enviarão sinais ao cérebro para que desejemos os alimentos que as nutrem. 

Portanto, se sentimos ansiedade por um determinado alimento, é coisa das bactérias. Melhorar a microbiota nos ajuda a reduzir a ansiedade por comida, a prevenir e tratar patologias e a mobilizar a gordura que temos no corpo e, com isso, perder peso e retardar o envelhecimento. A inflamação crônica pode fazer com que a microbiota fique em mau estado e, ao mesmo tempo, um desequilíbrio na microbiota pode causar uma inflamação crônica. Uma alimentação anti-inflamatória e optar por bons alimentos ajudam a ter uma saúde melhor.


===================

[1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.     

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE



Nenhum comentário: