domingo, 7 de junho de 2026

Do Humanismo ao Superorganismo Simbiótico

Gilson Lima/ Seu Kowalsky  [1]

Minha ideia aqui é integrar com a rede micorrísica e a ideia de biologia distribuída que permite uma conexão com a cientistas humanistas.
 A rede micorrísica já está demonstrada. 
 Existe uma pergunta básica:  Olhe para suas mãos por um momento, sinta o peso do seu corpo na cadeira, escute o som  da sua própria respiração entrando e saindo dos pulmões. Tudo isso parece ser você, tudo isso parece ser uma única coisa, fechada, definida, separada do resto do mundo por uma fronteira chamada pele.
 Mas e se eu te dissesse que essa sensação de individualidade, essa convicção profunda de que existe um eu isolado dentro de um corpo isolado é uma das maiores ilusões já produzidas pela natureza?  Tenho tentado a  décadas demonstrar com a teoria simbiótica utilizando muitas vezes a  matemática, microscópios, nanoscópios  e observação implacável que aquilo que você chama de eu é na verdade uma rede ambulante, um ecossistema viajante, um nó temporário em uma teia muito maior e muito mais antiga do que qualquer civilização humana. 
Quando você entender, na carne, o que isso significa, sua relação com o mundo, com as pessoas, com a natureza e até  com a morte vai mudar para sempre. 
 Vamos começar com algo que está acontecendo agora, neste exato instante, debaixo dos seus pés, ou debaixo dos pés de qualquer árvore mais próxima. 
 Embaixo da floresta, embaixo do parque, embaixo de qualquer lugar onde existam plantas crescendo,  há uma rede gigantesca trabalhando em silêncio.
 Os cientistas mesmo da ciência humanista já aceitaram e chamaram de rede micorrísica, mas existe um nome mais poético que viralizou  nos últimos anos, a internet das árvores, ou em inglês, the wood wide web.  Essa rede é formada por fungos, fios microscópicos chamados ifas, que se conectam às raízes das plantas em uma simbiose tão antiga que precede dinossauros, precede aves, precede praticamente tudo o que você conhece como vida complexa fora da água.
 Os fungos não são plantas, eles não fazem fotossíntese, eles precisam de açúcares para sobreviver.

As plantas por outro lado não conseguem alcançar todos os minerais e toda a água que precisam apenas com suas raízes, então ao longo de aproximadamente 450 milhões de anos, essas duas formas de vida fizeram um pacto que mudou o planeta. 
 As plantas oferecem açúcares produzidos pela fotossíntese. 
Os fungos oferecem água, nitrogênio, fósforo e acesso a uma rede de comunicação subterrânea que conecta indivíduos vegetais de espécies diferentes, em distâncias que podem chegar a quilômetros.
 Uma única árvore não é uma única árvore, uma árvore é o nó visível de um organismo distribuído que se estende por baixo da terra, conectando dezenas, centenas, às vezes milhares  de outras árvores em uma teia química de informação e nutrientes. 
 A pesquisadora canadense Suzanne Simard passou décadas estudando essa rede e descobriu coisas  que parecem saídas de um conto de fadas, mas que são pura ciência peer-reviewed.
 Ela demonstrou que árvores mais velhas, que ela chamou de árvores mãe, enviam carbono e nutrientes para mudas mais jovens, especialmente para suas próprias descendentes, identificadas  por sinais químicos que indicam parentesco genético.
 Ela demonstrou que árvores doentes ou moribundas despejam suas reservas de carbono na rede antes de morrer, alimentando os vizinhos como uma espécie de testamento biológico. 
 Ela demonstrou que árvores atacadas por insetos liberam substâncias na rede que avisam outras árvores, que então começam a produzir compostos defensivos antes mesmo de serem atacadas.
 Em outras palavras, as árvores conversam, as árvores se cuidam, as árvores se avisam e elas fazem isso através de uma rede que não é delas, que é dos fungos, que por sua vez não existiriam sem elas.
 Quem é o indivíduo nessa história?  A árvore que você vê de fora é apenas a ponta de um iceberg de cooperação, troca, comunicação e parentesco que torna o conceito ocidental de eu isolado um absurdo biológico.  A floresta não é uma coleção de árvores, a floresta é um superorganismo e cada árvore é apenas uma célula desse corpo maior.

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[1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.  

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE

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