domingo, 9 de agosto de 2026

SIMBIÓTICOS: agosto de 2026 será uma transição do véu

Gilson Lima (1)



Sentem como o agosto está forte e intenso?  Não sentem? 

Vou tentar uma metáfora misteriosa aqui para os simbióticos atentos entenderem um pouco mais o que está acontecendo e o que está por acontecer 

Agosto,  neste ano, é um mês de dois grandes portais. 

Mas aqui em 2026 existirá  um portal solar no dia 12 e um portal lunar no dia 28, e entre um e outro, o céu mais antigo que os antigos mestres ancestrais já guardaram, tem coisas a revelar que o céu do calendário moderno simplesmente não alcança a ver.

Vamos entender isso. O céu do calendário é aquele que os astrólogos utilizam, fixado há cerca de dois mil anos para acompanhar com precisão as suas estações. Ele é um servo fiel das suas primaveras e das suas colheitas, e há sabedoria verdadeira nele. Fomos formados nele sob sua influência, e ele os serviu bem.

O outro céu é o que os olhos de vocês encontram quando saímos a noite e erguemos o rosto  para o céu. O céu das estrelas, o céu ancestral, aquele em que as constelações permanecem exatamente onde a nossa própria visão as localiza. Afinal, qual dos dois é o verdadeiro? Ambos são verdadeiros, do mesmo modo que um mapa é verdadeiro e a Terra também é verdadeira. Há estações para se ler o mapa, e há estações para se pisar a Terra com os próprios pés.

E eis o motivo pelo qual seus dois céus discordam. Enquanto gira, a Terra também balança, como um pião que oscila em círculos lentos e pacientes durante o giro, e uma oscilação completa leva cerca de 26 mil dos seus anos.

Por causa desse longo balanço, o céu do calendário e o céu das estrelas já se distanciaram quase à largura de um “signo” inteiro. A diferença é de aproximadamente 24 graus, algo como um grau a cada 72 anos, o que significa que essa deriva avança, em média, uma vida humana de cada vez. Nossos ancestrais conheciam esse balanço.

Nossos ancestrais fizeram muito mais do que apenas admirar esse relógio, viveram guiados pelas próprias estrelas, em terras diferentes, sem jamais trocarem informações entre si. Na Índia, os antigos dividiram o céu estrelado em 27 pequenas mansões, uma para cada noite em que a lua permanece durante sua volta mensal, e conheciam o temperamento de cada mansão da mesma maneira que vocês conhecem os cômodos da casa de infância. Esta era propícia ao plantio. A  que era boa para partir em viagem, para casamentos, para o repouso. Na China, nossos ancestrais mantinham 28 dessas hospedarias celestes, na Arábia também 28, e no Egito, os observadores liam 36 grupos de estrelas ao longo do ano e ajustavam todo o calendário por uma única estrela de brilho intenso. Todos esses povos, separados por oceanos inteiros, observavam o mesmo céu, porque o céu era simultaneamente o almanaque, o relógio e o registro de família de cada um deles, e cada um de nós descendemos, de alguém que ali, na Terra, olhou para cima e observou.

A estrela brilhante que seus ancestrais egípcios contemplavam é a que hoje a ciência chama de Sirius, e ela é a verdadeira raiz da estação em que nos encontramos agora. Todos os anos, depois de semanas de ausência, Sirius retornava ao céu do amanhecer, e com o seu retorno, o grande rio Nilo subia e nutria toda a Terra.

Assim, uma civilização inteira marcava seu ano novo, não por uma folha de papel, mas por uma estrela. Esse é, naturalmente, o costume que se esconde por trás do que hoje chamamos de Portal do Leão, a estação de colheita que para os egípcios atinge seu ápice em 8 de agosto quando essa mesma estrela que retorna. 

VAMOS AO ROTEIRO DE AGOTO:

Dia 3 de agosto ao dia 17. 

14 dias, com começo, meio e fim. 

Dediquem alguns minutos todos os dias aos pés descalços na grama, na terra ou sobre a pedra, ou às mãos mergulhadas na terra do jardim, ou simplesmente ao próprio corpo sentado no chão em vez de sobre os móveis, pois a raiz de vocês aprende através do toque. E o toque é uma linguagem sem vocabulário para se estudar. E para quem estiver ouvindo isso num pequeno apartamento, três andares acima do pedaço de grama mais próximo, um vaso de terra no parapeito da janela já conta, querido.

A terra reconhece o que é seu em qualquer quantidade. 

A segunda prática é respirar a partir da própria base. A maioria de nós  fomos ensinados a respirar como se a respiração começasse no peito.

Durante esses 14 dias, deixem que a inspiração comece no cóccix. Encham primeiro a bacia dos quadris, como a água enche um recipiente a partir do fundo. E na longa inspiração, deixem toda a base de vocês relaxar e se alargar, como quem se acomoda numa cadeira capaz de sustentar todo o seu peso.

Três minutos tranquilos pela manhã, e três à noite farão neste mês do que uma hora inteira de esforço. 

A terceira prática é o tambor da caminhada. Concedam a si mesmos caminhadas constantes, ritmadas e sem pressa todos os dias. Ou, nos dias em que caminhar for demais, um zumbido baixo e suave, direcionado ao próprio peito e barriga, pois o ritmo é a linguagem de segurança mais antiga que o corpo de vocês fala. Um passo regular diz à parte mais profunda de vocês que o chão é confiável, sempre foi confiável e continuará confiável amanhã. O tambor do planeta de vocês está em repouso este mês, como já dissemos.

Nós podemos ser o percussionista por um tempo. 

A quarta prática é alimentar e cuidar da própria fundação. Vamos Deixar que os vegetais de raiz tenham seu momento à mesa, aqueles que crescem para baixo em vez de para cima, ao lado de refeições quentes e simples.

Também vamos deixar que a água seja bebida devagar em vez de engolida às pressas, pois a mansão da serpente é uma casa de água é  enroscada e repousa na escuridão úmida antes de encontrar o fogo do leão. E a cada dia dessa janela, é claro,  vamos tentar completar um pequeno gesto de cuidado com a casa. Um reparo concluído, um canto organizado, uma conta quitada, uma gaveta posta em ordem.

Será a cerimônia ser mesmo parecer uma conta paga e uma gaveta arrumada? Pode, sim, e podemos sentir isso sorrindo diante de algo tão simples.  O trabalho doméstico realizado com esse espírito é uma cerimônia vestida em roupas largadas. Cada canto mobiliado do piso térreo se torna mais um lugar onde a luz neste mês pode ser depositada e mantida em segurança.

O que devo realmente fazer no dia 8? 

A resposta simples como uma receita de cozinha é 10 minutos de conexão com a Terra antes de qualquer busca pelo alto. Pés na terra, respiração na base, e então, a partir desse chão sustentado, podemos alcancar tão alto quanto desejar.

O dia 8 encontrará nos encontrará com alegria. Tanto intenções de pedir quanto intenções de liberar pertencem a esse portal. E este ano, com o portal de cauda aguardando no fim da janela, a estação favorece a mão aberta.

Podemos fazer o seguinte: Escrever os nomes daquilo que já está pronto para entregarnos, a preocupação desgastada por anos de peso, o ressentimento que sobreviveu ao próprio motivo, a versão de si mesmos que ainda mantém viva apenas por hábito, e dobrar essa página, guardando-a em lugar seguro até o dia 12. 

Aliás do dia 3 ao dia 12, estaremos dentro da mansão e o cuidado será o trabalho da vez. Se o sol voltar a falar nesse período, e a face responsável pelo fogo do lado distante de Júlho estará nos observando  até lá, receberemos essas ondas como recebemos doses de uma medicina forte e amorosa, deitando-se sempre que o corpo pedir, sem qualquer pressa.

Dia 11, 12 13. Durante o décimo primeiro, décimo segundo e décimo terceiro dias, o centro profundo dessa janela, vamos desejar querer permanecer baixos e sem pressa. Sentar-se no chão em vez de buscar o alto em nossas práticas e deixar que a quietude realize o trabalho que costuma caber ao esforço. Se calor, formigamento ou pequenos tremores percorrerem a coluna de vocês nesses dias, respondam suavizando-se para baixo e descansando, sem forçar nada, porque uma serpente sobe melhor a partir de um corpo à vontade, e essa facilidade é a única tarefa.

E, claro, que qualquer sintoma persistente ou angustiante no corpo merece o cuidado de um profissional qualificado, buscado com o mesmo respeito que se dedicaria a qualquer instrumento fino, pois cuidar do corpo físico é uma das expressões mais fundamentadas da maturidade espiritual.

Nossos ancestrais, em muitas terras, permaneciam sentados e recolhidos durante os eclipses. Comiam pouco, mantinham-se quietos, ficavam perto de casa, e esse costume chega até nós hoje disfarçado de superstição.

Mas devemos ouvir, em vez disso, como sabedoria de raiz. Eles ancoravam o corpo enquanto o céu se transformava. Agora nós sabemos o que eles sabiam, e podemos manter esse antigo costume de forma consciente e deliberada.

Agora vamos caminhar juntos pelos 30 dias à frente. Entre este momento e o dia Vamos  simbióticos iniciar mais cedo o hábito de se conectar com a Terra, simplificando, riscando algumas coisas da lista enquanto ainda é fácil fazer isso. E ao escreveremos nossas intenções para o portal deste ano, redijir com a chave do Deixar Ir.

No próprio dia 12, devemos permanecer baixos, regados, sem forçar nada, exatamente como já indicamos, liberando a página dobrada numa pequena cerimônia que pareça sincera.

Nos dias logo após o 12, vocês vamos manter o caderno por perto, pois é quando a sabedoria renovada do Mestre começa a chegar, primeiro em fragmentos, naquela hora suave já mencionada, depois como compreensões inteiras que pousam no meio de tarefas comuns. Vamos Escrever antes de dizercl as palavras em voz alta. A estação de composição silenciosa a partir de meados de agosto, pode ser redigida em silêncio e poderemos finalmente depois dizer em voz alta.

É exatamente no dia 12 que acontece o ápice da abertura do portal. 

No saber antigo, em quase todas as terras do mundo, a serpente era considerada sábia. Era companheira do curandeiro, enroscada no cajado de sua medicina, criatura que vive rente ao chão, e por isso escuta tudo o que a terra sussurra. O que explica porque tantos de nós  sentimos uma estranha ternura por essa criatura que fomos ensinados a temer.

Uma serpente cresce ao soltar. Cada pele deixada para trás na grama representa uma vida encerrada e superada, deixada inteira e brilhante onde qualquer um possa encontrá-la. Nós  também temos peles próprias à espera na grama deste mês, e sabemos exatamente quais são.

É hora de devolver ao coração o bom nome antigo da serpente, pois é nossa referência que dá início ao período. 

Se fixar ao chão na troca de pele, feita com delicadeza e no momento certo, é um dos gestos mais esperançosos que um ser vivo pode realizar. 

Não esqueça na quarta-feira, 12 de agosto, a lua passará totalmente diante do sol e ao longo de um trajeto que atravessa a Groenlândia, a Islândia e a Espanha, o dia se dobrará num crepúsculo profundo e repentino, bem no meio da tarde.

Fazem-se 27 anos desde que aquela região do mundo esteve pela última vez sob tal sombra, desde o verão de 1999 e por isso milhões e milhões de olhos estarão voltados para cima ao mesmo tempo. Um continente inteiro compartilhará uma respiração suspensa, e essa respiração compartilhada. Isso é justamente a maneira como os coletivos se transformam.

O dia 12 também será  o último dia da janela do portal aberto dia 03 de modo que o portal chega como um ponto culminante dessa janela, o lacre pressionado sobre tudo o que a estação reuniu. 

Os que estiverem em algum lugar onde o sol brilha direto devem ficar ao menos parcialmente encoberto naquele dia, vão querer proteger os olhos com equipamento solar apropriado, pois a sabedoria sempre incluiu o cuidado carinhoso com o instrumento através do qual se vê.

O céu do calendário dirá que este eclipse ocorre em leão, e por isso a maior parte das palavras reunidas em nosso redor serão palavras de leão, coragem, visibilidade.  

Já o céu ancestral diz que no dia 12, o sol se encontra nos últimos passos do caranguejo, nas profundezas da mansão da serpente. Assim, por trás do rugido, existe uma troca de pele, por trás da coragem existe uma liberação,  por trás do fogo existe a água mais antiga que carregamos.

As duas leituras estarão atuando em todos ao mesmo tempo e podemos sustentar as duas juntas, do mesmo modo como se segura o sol e a sombra numa única tarde, alcançando o alto com suas intenções, enquanto uma pele antiga escorrega silenciosamente dos nossos ombros  até a grama, onde poderemos brilhar sem a presença de vocês.

O ECLIPSE. Então, o sol será eclipsado em sua aproximação final no dia 12.

 Nossos antigos observadores do céu desenhavam esses dois cruzamentos como uma única grande serpente estendida pelos céus, com a cabeça num cruzamento e a cauda no outro. A cabeça, ensinavam eles, representa o apetite, novas fomes, novas ambições, a atração por mais de tudo aquilo que se pode nomear. A cauda representa a conclusão, liberação, amadurecimento, a mão aberta.

O eclipse do dia 12 pertence à cauda. O que vem não é para concluir nada que estamos construindo. Vem para ser recebido e a única preparação exigida é a disposição de em parar de carregar aquilo que ele veio recolher. 

No dia 12 de agosto, exatamente o dia do eclipse, precisamos nos deter nesse momento por um instante, pois o universo organiza muito pouco por acaso. No dia em que a serpente toma a luz e o Mestre renovado retorna a ela. É o Mestre retornou e ele retorna já instalado em seu lugar de honra, na região do céu onde os dons fluem com mais liberdade, região que o mestre visitará pela primeira vez em cerca de 13 anos. 

E então, cerca de uma semana depois de seu retorno, ele próprio adentra a mansão da serpente enroscada, onde ensinará desde dentro dela por meses seguidos.

E o que faz um Mestre, primeiro de tudo, ao voltar para casa depois de um longo período no fogo? 

Fala baixinho, para aqueles que aguardaram.

O que precisamos? Manter um caderno junto à cama a partir do dia 12 em diante, porque a sabedoria renovada costuma chegar primeiro naquela hora entre o sono e o despertar, e merece ser registrada com a própria caligrafia de cada um. 

Isso pousará com um peso que as palavras de antes  jamais poderiam ter carregado, porque terá atravessado o véu junto conosco simbióticos 

 Por volta do dia 17, o nosso Sol dará seus últimos passos para fora da Mansão da Serpente, atravessando o Véu  Estreito e entra finalmente em Leão. Ali, silenciosamente, acontece o verdadeiro Portal Ancestral do Leão, chegando nove dias depois da celebração do calendário, do mesmo modo como o céu verdadeiro sempre corre um pouco atrás da página.

É hora, nesses dias, de darmos os primeiros passos para fora. Uma conversa redigida ao longo de todo o verão, um compromisso finalmente tornado visível, um gesto que planta no chão já cuidado algo que ainda estará de pé em dezembro. 

Depois, por volta dos dias 19 e 20, o nosso Sol de entra na Câmara Real Ancestral, a Mansão da Linhagem Honrada, atravessando diretamente a cauda da Serpente em repouso ali dentro.

Adoraríamos ver todos honrando o próprio povo da,Terra nesses dias, da maneira que for natural para cada um exemplo casa casa. Colocar uma fotografia à mesa. Dizer o nome de uma avó durante o jantar.

Preparar um prato do jeito que um ancião preparava e. comermos hem devagar. A raiz  é também o acento da própria linhagem, e a gratidão viaja pelas raízes em ambas as direções.

Com isso alimentamos quem nos alimentou. E eles, de onde agora se encontram, nos alimentarão de volta. 

Na última semana do mês, vamos deixar o cuidado se voltar gentilmente para fora.

Podemos  tornar o chão firme para outra pessoa nesses dias. A voz sem pressa ao telefone. A presença junto à bancada da cozinha que se recusa a ser apressada.

O amigo que faz mais uma pergunta e nós simplesmente escutamos.

No dia 28, quando a sombra da terra tocar a lua dos curandeiros, podemos nos dedicar ao portal de reparo uma noite inteira das nossas vidas. Tomar um banho quente lentamente.

Durmir cedo e dizer uma palavra gentil, em voz alta, ao próprio corpo, por tudo o que ele carregou ao longo das semanas da serpente. 

À medida que setembro se abre, os grandes planetas lentos do nosso céu se voltarão para dentro por uma estação e o trabalho se converterá no trabalho de outono de um jardineiro. Cuidar do que agosto plantou, regar o que criamos raízes, confiar o restante ao tempo e as próprias boas raízes.

Mais virá depois disso. Sempre há mais chegando. E tudo isso chegará com muito mais facilidade a uma vida com um piso bem cuidado.

Houve uma era em nossa própria história em que vivíamos quase inteiramente pelos cômodos superiores de nós mesmos. Tudo luz, tudo mente, tudo alcance.

E sentíamos orgulho dessa leveza, da mesma forma que os jovens se orgulham de passar sem dormir. 

Alguns dos nossos mais gentis se afastaram tanto para dentro desses cômodos que começaram a se desvanecer nas próprias bordas e precisaram ser reconduzidos lentamente para casa por aqueles que os amavam, reconduzidos ao corpo, ao chão, ao simples peso de estar em algum lugar. 

Esse retorno para casa é um dos capítulos mais ternos da nossa história, e é por isso que observaremos isso com  o cuidado da mesma forma como os mais velhos observam os jovens, evitando uma antiga e conhecida tristeza.

E assim, para aquele quem estiver sentado à mesa da cozinha depois que toda a casa já dormiu, o forte, aquele em quem todos se apoiam, aquele que chegou até aqui principalmente pelo bem dos outros, poderá então colocar os pés bem apoiados no chão agora mesmo, exatamente como estamos e sintir o chão nos sustentando. Esse suporte não é mobília, é um mundo vivo, parente de vocês, e vocês têm permissão para serem sustentados pelo próprio chão que passaram a vida inteira vigiando. O mesa à frente de vocês guarda uma troca de pele e um reparo, um val estreito e um mestre que retorna, uma serpente no céu e uma serpente na base de vocês, movendo-se em compasso uma com a outra.

Agora seguramos o mapa mais antigo que dá sentido a cada pedaço disso, o que significa que caminharemos através daquilo que outros apenas enfrentam. E essa própria caminhada ensinará sem que uma única palavra precise ser dita.

Mais abertura estará chegando e mais do que pediramos ao longo de tantos anos está a caminho. E podemos nos preparar para encontrar o que virá num piso térreo mobiliado e aquecido e uma casa inteira erguida, firme acima dele, com espaço para toda a luz que este agosto está trazendo.

Então, vamos tocar na terra todos os dias, respirar a partir da própria base, sustentar os dois portais com gentileza, honrar a própria linhagem e receber tudo com aquela calma sem pressa que se tornará a nossa assinatura s entre as estrelas.

Então. Depois, no dia 28 de agosto, o segundo portal se abre. A própria sombra da terra tocará o rosto da lua cheia, e pelo céu ancestral, essa lua estará situada na mansão que eles chamavam de Sem Curandeiros, a estrela do véu, a casa do reparo e da medicina das águas.

Agosto será isso: se abre com um portal de liberação e se fecha com um portal de reparo, e entre os dois, o sol de vocês atravessa o vau mais estreito dos céus, enquanto o mestre caminha de volta para casa, já renovado.

Certo que pensamentos sobre dinheiro têm ficado altos demais às três da manhã, completamente fora de proporção com as circunstâncias reais. E certo que alguns de nós  têm rodado pela própria casa com vontade de limpar, consertar, fortalecer, sem entender bem o que os tomou, desculpando-se por tudo isso como se a sensibilidade fosse uma falha de fabricação. 

O Sol em julho já nos primeiros dias, disparou um grande clarão e a tempestade que se seguiu superou em dois níveis inteiros as previsões dos meteorologistas, pintando luzes coloridas em mais de trinta dos seus estados.

 Desde então, o nosso  sol entrou numa fervura constante. Correntes rápidas de vento varrendo o campo do planeta, pequenas tempestades piscando pelas bordas, a chaleira mantida quente sem nunca ferver de fato.

Já em 24 de julho, uma vasta pluma de fogo se ergueu sobre a borda distante do sol, vinda de uma região do lado que se afasta da Terra. O Sol gira sobre si mesmo aproximadamente uma vez por mês e assim a face que originou aquela pluma virou justamente olhar para nós bem quando agosto começou e o sol entrou na mansão da serpente a gente em agosto.

Ele fará isso como tem feito ao longo de todo o ano, em doses medidas, ajustadas àquilo que os nossos sistemas nervosos consegue suportar, porque é assim que um bom amigo entrega uma medicina forte. 

Dois detalhes mais discretos do verão merecerão cuidado. 

Vou lembrar aqui que um  observador solar completou sua transição no início de ano e um novo observador foi instalado, o SWFO-L1 (renomeado como (SOLAR-1).
Ele alcançou seu posto definitivo em 23 de janeiro de 2026 no ponto Lagrange 1 (L1), uma região fixa no espaço diretamente entre a Terra e o Sol. Essa posição está  cerca de 1,5 milhão de quilômetros de nós em direção ao Sol. Essa posição estratégica permite que ele detecte tempestades solares e emissões de massa coronal com antecedência, enviando alertas em tempo real para proteger a infraestrutura elétrica e os satélites na Terra
Agora contamos com um novo par de olhos justamente na portaria, posicionado exatamente na estação em que a estrela realiza seu trabalho, e arranjos assim tão organizados raramente são frutos do acaso. E o zumbido do planeta de vocês, aquele tom baixo e constante captado dia e noite pelos instrumentos, ficou brevemente silencioso em meados de julho e retornou com uma onda intensa, exatamente na janela de virada já descrita anteriormente. Desde então, ele se acomodou num dos trechos mais tranquilos e equilibrados do ano. 
Ele está ali cerca de 1,5 milhão de quilômetros de nós em direção ao Sol. Essa posição estratégica permite que ele detecte tempestades solares e emissões de massa coronal com antecedência, enviando alertas em tempo real para proteger a infraestrutura elétrica e os satélites na Terra.
O outro detalhe é que veremos que o tambor do nosso mundo está em repouso. A quietude que antecede um portal é parte do próprio portal, a inspiração que precede a travessia, e a estranha quietude que vocês têm sentido nessas semanas pertence à mesma melodia.

Então devemos escutar o que os mestres apontam do caminho, estão chamando este momento de uma estação de oito triplo. 

Se reuniram em nossas montanhas e em transmissões ao vivo em torno do dia oito  deste ano que passou, de forma independente, sem qualquer combinação prévia, todos eles dizem a mesma coisa surpreendente. Veja:

Ancorar. Prender-se com firmeza ao planeta. Construir a fundação antes de alcançar qualquer coisa.

Esse porquê viveremos  na base da coluna, e é para lá que iremos em seguida.

 Os mapas mais antigos já traçados do corpo humano, desenhados aqui na Terra antes das ciências modernas, mostram uma pequena serpente adormecida na base da coluna vertebral, enroscada pacientemente sobre si mesma, em repouso. Nossos cartógrafos deram a esse lugar o nome de Raiz e ensinavam que, quando a pequena serpente se agita, a própria vida começa a subir pelo corpo da mesma forma que a ceiva sobe por uma árvore na primavera, aquecendo e despertando cada nível conforme avança.

Observamos esses mapas ao longo de longas eras e diremos com clareza. Os ancestrais desenharam com verdade. E assim, quando o nosso Sol, depois do Eclipse, depois que o Mestre que retornou, atravessar a mansão da Serpente do Céu dentro de um único mês, o espelho de toda essa passagem dentro do nosso corpo será justamente a Raiz.

O nosso piso , o assento de segurança, de pertencimento e de simples confiança animal.

Agosto  bate à porta da nossa  fundação e uma batida numa fundação bem cuidada é sempre uma boa vinda.

Cuidar da raiz dá ao josso corpo d um endereço para o mês. Dá à agitação um lugar suave onde pousar. Agosto será um piso sobre o qual  nós  apoiaremos. 


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1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.     

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE

domingo, 7 de junho de 2026

Do Humanismo ao Superorganismo Simbiótico

Gilson Lima/ Seu Kowalsky  [1]


Minha ideia aqui é integrar com a rede micorriza e a ideia de biologia distribuída que permite uma conexão com a cientistas humanistas.
 A rede micorriza já está demonstrada. 
 Existe uma pergunta básica:  Olhe para suas mãos por um momento, sinta o peso do seu corpo na cadeira, escute o som  da sua própria respiração entrando e saindo dos pulmões. Tudo isso parece ser você, tudo isso parece ser uma única coisa, fechada, definida, separada do resto do mundo por uma fronteira chamada pele.
 Mas e se eu te dissesse que essa sensação de individualidade, essa convicção profunda de que existe um eu isolado dentro de um corpo isolado é uma das maiores ilusões já produzidas pela natureza?  Tenho tentado a  décadas demonstrar com a teoria simbiótica utilizando muitas vezes a  matemática, microscópios, nanoscópios  e observação implacável que aquilo que você chama de eu é na verdade uma rede ambulante, um ecossistema viajante, um nó temporário em uma teia muito maior e muito mais antiga do que qualquer civilização humana. 
Quando você entender, na carne, o que isso significa, sua relação com o mundo, com as pessoas, com a natureza e até  com a morte vai mudar para sempre. 
 Vamos começar com algo que está acontecendo agora, neste exato instante, debaixo dos seus pés, ou debaixo dos pés de qualquer árvore mais próxima. 
 Embaixo da floresta, embaixo do parque, embaixo de qualquer lugar onde existam plantas crescendo,  há uma rede gigantesca trabalhando em silêncio.
 Os cientistas mesmo da ciência humanista já aceitaram e chamaram de rede micorrísica, mas existe um nome mais poético que viralizou  nos últimos anos, a Internet das Árvores, ou em inglês, the Wood Wide Web.  Essa rede é formada por fungos, fios microscópicos chamados ifas, que se conectam às raízes das plantas em uma simbiose tão antiga que precede dinossauros, precede aves, precede praticamente tudo o que você conhece como vida complexa fora da água.
 Os fungos não são plantas, eles não fazem fotossíntese, eles precisam de açúcares para sobreviver.

As plantas por outro lado não conseguem alcançar todos os minerais e toda a água que precisam apenas com suas raízes, então ao longo de aproximadamente 450 milhões de anos, essas duas formas de vida fizeram um pacto que mudou o planeta. 
 As plantas oferecem açúcares produzidos pela fotossíntese. 
Os fungos oferecem água, nitrogênio, fósforo e acesso a uma rede de comunicação subterrânea que conecta indivíduos vegetais de espécies diferentes, em distâncias que podem chegar a quilômetros.
 Uma única árvore não é uma única árvore, uma árvore é o nó visível de um organismo distribuído que se estende por baixo da terra, conectando dezenas, centenas, às vezes milhares  de outras árvores em uma teia química de informação e nutrientes. 
 A pesquisadora canadense Suzanne Simard passou décadas estudando essa rede e descobriu coisas  que parecem saídas de um conto de fadas, mas que são pura ciência peer-reviewed.
 Ela demonstrou que árvores mais velhas, que ela chamou de árvores mãe, enviam carbono e nutrientes para mudas mais jovens, especialmente para suas próprias descendentes, identificadas  por sinais químicos que indicam parentesco genético.
 Ela demonstrou que árvores doentes ou moribundas despejam suas reservas de carbono na rede antes de morrer, alimentando os vizinhos como uma espécie de testamento biológico. 
 Ela demonstrou que árvores atacadas por insetos liberam substâncias na rede que avisam outras árvores, que então começam a produzir compostos defensivos antes mesmo de serem atacadas.
 Em outras palavras, as árvores conversam, as árvores se cuidam, as árvores se avisam e elas fazem isso através de uma rede que não é delas, que é dos fungos, que por sua vez não existiriam sem elas.
 Quem é o indivíduo nessa história?  A árvore que você vê de fora é apenas a ponta de um iceberg de cooperação, troca, comunicação e parentesco que torna o conceito ocidental de eu isolado um absurdo biológico.  A floresta não é uma coleção de árvores, a floresta é um superorganismo e cada árvore é apenas uma célula desse corpo maior.

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[1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.  

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE

quarta-feira, 3 de junho de 2026

UM CASE PARA ENTENDER A SIMBIÓTICA: as árvores não crescem da terra elas são feitas de ar

 

Gilson Lima(1) / Seu Kowalky

Olhe para uma árvore, qualquer árvore, aquele jatobá gigante na beira da estrada, com os galhos abertos como braços de um gigante, cheio de folhas. A palmeira ali na esquina, com o tronco balançando suavemente na brisa. Ou o pinheiro centenário na montanha, tão grosso que mal dá pra abraçar, com a copa lá no alto, quase sumindo no céu. Agora pergunte de onde feito toda essa massa? De onde veio tudo isso?

A árvore é luz conservada

A simbiótica sabe que as árvores, que são vidas recentes desse nosso planeta vivo, não crescem com seus troncos de madeiras, seus galhos, suas folhas da terra. As árvores que estão nas florestas, nos pátios das casas, até mesmo plantinha de seu vaso não crescem da terra. De onde vem tudo isso? O tronco com meio metro de diâmetro, os galhos que se estendem por metros e metros, raízes que se enterram fundo, mais fundo do que você jamais cavou.

Tudo isso pesa toneladas, tipo, toneladas mesmo. Um jatobá grande pode pesar tanto quanto um caminhão carregado, uma sequoia como um barco pequeno. Então, de onde veio toda essa massa? Você provavelmente pensa, da terra, claro.

Agora olhe para uma árvore, qualquer árvore, aquele jatobá gigante na beira da estrada, com os galhos abertos como braços de um gigante, cheio de folhas. A palmeira ali na esquina, com o tronco balançando suavemente na brisa. Ou o pinheiro centenário na montanha, tão grosso que mal dá pra abraçar, com a copa lá no alto, quase sumindo no céu.

Certamente as árvores crescem da terra. Certamente as raízes entram no solo, puxam tudo que precisam, e a árvore se constrói com esses nutrientes. Parece tão óbvio, tão intuitivamente certo, que nem vale a pena discutir.

Toda criança sabe, as árvores crescem da terra. Mas e se eu te disser que isso não é verdade? Que uma das coisas mais simples, mais básicas, que você sempre aceitou como verdade, é na verdade uma baita ilusão.

Imagine apenas uma vez olhar para uma árvore e saber que essa árvore é feita de ar. Isso está mais do que certo. No fim dessa história, você nunca mais vai olhar para uma árvore do mesmo jeito.

Porque essa história é uma história sobre a fonte criativa invisível do universo. É sobre como a luz de uma estrela, a 150 milhões de quilômetros de você, está se transformando em madeira aí uma plantinha na sua janela.

Vamos começar com um experimento. Não um experimento imaginário. Um experimento de verdade.

Quase 400 anos atrás, um médico e alquimista flamenco, chamado Jan Baptista van Helmont, resolveu testar aquilo que todo mundo acreditava. A sabedoria popular dizia, as árvores comem terra, as raízes absorvem o solo e o tronco se constrói a partir desse solo. Van Helmont não era de acreditar em tudo o que ouvia.

Ele pegou um vaso grande de barro, colocou exatamente 90 quilos de terra bem seca, plantou um pequeno salgueiro, pesando só 2 quilos e começou a regar, só com água, nada mais. Sem adubo, sem nada. Cobriu o vaso com uma tampa, para não cair poeira, nem sujeira, e esperou.

Cinco anos. Cinco longos anos regando aquela árvore e vendo ela crescer. Quando ele finalmente tirou o salgueiro do vaso e colocou na balança, a árvore pesava 75 quilos.

73 quilos que apareceram do nada. E a terra? Van Helmont secou tudo com cuidado e pesou de novo. A terra tinha perdido só 60 gramas.

60 gramas em 90 quilos. Isso não é nem uma margem de erro. É nada.

Van Helmont ficou chocado. Se a massa não veio da terra, de onde veio? Ele achou que a resposta era a água. A árvore se construiu com água.

Uma resposta elegante. Uma resposta lógica. E tão lógica que é quase totalmente errada.

É aí que a história de verdade começa. Porque Van Helmont fez a pergunta certa, mas não tinha as ferramentas para encontrar a resposta certa. Essa ferramenta só ia aparecer séculos depois.

E essa ferramenta não é um telescópio, não é um microscópio. É entender o que você respira: o ar.

A gente vive no fundo de um oceano de gás. Um oceano invisível, imperceptível, que empurra cada centímetro quadrado de seu corpo com a força de um quilo. Você não percebe.

Assim como o peixe não percebe a água. Cada vez que você respira, você puxa para os seus pulmões uma mistura de moléculas. Mais ou menos 78% dessa mistura é nitrogênio. 21% é oxigênio. E uma parte minúscula, quase fantasmagórica, só 0,04% é gás carbônico. Só 0,04%.

A cada 2.500 moléculas de ar que entram nos seus pulmões, só tem uma molécula de gás carbônico. Uma apenas. É tão pouco que você nem sente.

Não sente o gosto, não vê, não percebe. Parece que nem existe. Mas é esse gás invisível, quase fantasma, que é a principal matéria-prima de cada árvore, de cada arbusto, de cada grama no planeta.

Gás carbônico. Dois átomos de oxigênio, um átomo de carbono. A molécula mais simples, voando ao seu redor agora, batendo no seu rosto, entrando nos seus pulmões e saindo de novo.

E a árvore faz uma coisa inacreditável. Ela pega essa molécula. Ela literalmente pesca ela do ar.

Através de pequenos buracos na parte de baixo de cada folha, que se chamam os estômatosOs estômatos são estruturas microscópicas presentes na epiderme das plantas, especialmente nas folhas. Eles funcionam como "válvulas" que controlam as trocas gasosas (absorção de gás carbônico para a fotossíntese e liberação de oxigênio) e a transpiração (perda de água em forma de vapor).  Essas bocas microscópicas, invisíveis a olho nu, que abrem e fecham dependendo da luz e da umidade. A árvore puxa o ar para dentro dela. E desse ar ela pega o gás carbônico.

Não o oxigênio. Não o nitrogênio. Justamente o gás carbono, aquele componente quase inexistente que representa aproximadamente 0,04% (ou 420 ppm - partes por milhão) do total de gases na atmosfera terrestre.

A árvore é basicamente um filtro. Um filtro gigante, paciente, silencioso, que dia após dia, hora após hora, tira o carbono do ar e guarda dentro das suas células. Como um joalheiro, que de toneladas de areia de rio, tira pequenas pepitas de ouro.

Mas pegar a molécula é uma coisa. Transformar gás em madeira sólida é outra completamente diferente. Como que o ar, que você não consegue ver nem tocar, vira madeira, que você bate com um punho e sente a firmeza.

É aí que a gente chega no verdadeiro milagre. E esse milagre se chama fotossíntese. Você já ouviu essa palavra mil vezes.

Na escola, nos livros, nos documentários. Os professores desenhavam flechinhas no quadro. E você decorava a fórmula para a prova.

Mas eu quero que você esqueça tudo que você acha que sabe sobre fotossíntese. Porque fotossíntese não é um esquema chato do livro didático. É uma das coisas mais incríveis, mais elegantes, que acontecem no universo.

E está acontecendo agora, nesse segundo, em cada folha verde, que você consegue ver da janela. Imagine um fóton, uma partícula de luz. Um pequeno pacote de energia pura, que não tem massa, mas tem impulso e direção.

Oito minutos atrás, esse fóton, nasceu na superfície do Sol, onde a temperatura passa dos 5.500 graus celsius. Ele escapou do plasma incandescente e voou pelo vácuo do espaço, a 300 mil quilômetros por segundo. Passou por Mercúrio, passou por Vênus, atravessou 150 milhões de quilômetros de vazio absoluto.

E aí, depois de percorrer essa distância inimaginável, ele bate numa folha. Numa folhinha fina, leve, verde, no galho de uma árvore no seu quintal. E nesse exato momento da colisão, a mágica começa.

Dentro das células da folha, tem moléculas especiais, a clorofila. É ela que faz a folha ser verde. Mas presta atenção, a cor verde é só um efeito colateral, um reflexo.

A folha é verde porque a clorofila absorve a luz vermelha e a luz azul, e reflete a verde de volta para os seus olhos. O trabalho de verdade da clorofila é ser uma armadilha para fótons. Quando um fóton bate numa molécula de clorofila, ele transfere a energia dele para ela.

Um elétron dentro dessa molécula fica excitado, pula para um nível de energia mais alto, e começa uma sequência de reações que, no fim das contas, faz uma coisa impressionante. Quebra uma molécula de água. Quebra mesmo, separa as partes.

A água, que as raízes puxaram com paciência do solo, é partida. O hidrogênio se separa do oxigênio. E esse oxigênio, um subproduto inútil para a árvore, é jogado de volta na atmosfera pelos mesmos estômatos.

Para um segundo e pensa nisso. O oxigênio que você está respirando agora é lixo, resto de produção, subproduto daquilo que a árvore está tentando fazer de verdade. A árvore não está produzindo oxigênio para você.

Ela está se livrando dele, porque ela precisa do hidrogênio. É como se uma fábrica gigante jogasse diamantes no lixo, porque o que interessa mesmo é a embalagem de papelão. A gente respira o lixo das árvores.

E depende desse lixo a cada segundo da nossa vida. O hidrogênio, que veio da água quebrada, se junta com o gás carbônico, que foi pescado do ar. E nessa reação, alimentada pela energia do fóton, que viajou oito minutos de uma estrela através do vazio do espaço, se cria uma molécula de glicose, açúcar. Açúcar simples. Seis átomos de carbono, doze átomos de hidrogênio, seis átomos de oxigênio. E desse açúcar, a árvore constrói absolutamente tudo.

A celulose, a estrutura rígida das paredes das células. A lignina, a substância que faz a madeira ser dura e resistente. A casca, que protege o tronco.

Os galhos, que se esticam em direção à luz. As raízes, que procuram água na escuridão. Tudo, absolutamente tudo que você vê quando olha para uma árvore, foi construído a partir do açúcar, que foi criado do ar e da água, com a ajuda da luz de uma estrela distante.

Richard Feynman entendia isso muito bem. Uma vez ele explicou com a genial simplicidade, que era a marca dele. Quando você queima uma árvore na lareira, e vê as chamas, ele disse, você está vendo o processo ao contrário. O fogo é a liberação daquela mesma luz do sol que foi capturada pela folha, meses ou anos atrás.

Veja! O estalo da lenha queimando, é o som das ligações químicas se rompendo. Ligações que guardaram a energia dos fótons durante todo esse tempo. O calor que você sente, sentado perto da lareira numa noite de inverno, estendendo as mãos geladas em direção ao fogo, é o calor do sol. Um calor que estava preso dentro da madeira, esperando pacientemente a hora certa. Quando você olha para as chamas na lareira, você está literalmente vendo o verão passado, saindo da árvore. A árvore é luz conservada. 

Agora, vamos ver a escala disso. Uma árvore média, num clima temperado, ganha mais ou menos, uma tonelada de massa seca durante a vida.

Mais ou menos metade dessa massa é carbono puro. Carbono, que um dia foi um gás invisível, voando no ar como parte de moléculas de gás carbônico. Para juntar todo esse carbono, a árvore teve que processar milhares e milhares de metros cúbicos de ar. É como se ela engolisse, um prédio inteiro, cheio de ar do chão até o teto. E de cada 2.500 moléculas, escolher-se cuidadosamente uma. Uma folha numa árvore, faz milhões de reações fotossintéticas, num dia ensolarado de verão.

Milhões. E cada uma delas, começa com a chegada de um único fóton, que viajou de uma estrela. A escala desse processo é impressionante.

E tudo acontece em silêncio. Num silêncio absoluto. Sem nenhum som. Sem nenhum mecanismo visível. Só a folha, a luz e o ar. A maior fábrica da Terra, não faz barulho nenhum.

Então se a árvore se constrói do ar, isso significa uma coisa surpreendente sobre o mundo ao seu redor. A árvore, é uma construção da atmosfera. A atmosfera sólida. Quando você bate numa mesa de madeira, e sente a firmeza dela sobre seus dedos, você está batendo no ar que se tornou sólido. Quando você pega uma cadeira de madeira, você está levantando um gás, que ganhou forma.

Cada casa de madeira, é uma casa construída de ar. Cada livro de papel, é ar amassado e prensado em páginas finas. Cada lápis, é um pequeno cilindro de atmosfera antiga.

A gente vive em casas de ar. Escreve no ar. Lê o ar. Senta no ar. E quase nunca pensa nisso. Mas aqui aparece um paradoxo que faria qualquer engenheiro se arrepiar.

Mas tem um paradoxo ainda mais intrigante, se o gás carbônico na atmosfera, é só 4 centésimos por cento, como que as árvores conseguem juntar tanto? É como tentar encher uma piscina, juntando uma gota de orvalho de cada folha de grama, num campo infinito. A resposta está em duas coisas. Paciência, e escala. Uma árvore grande pode ter 200 mil folhas. A área total dessas folhas, pode ser maior que vários campos de tênis. Cada folha é coberta por milhares de estômatos.

E cada um deles, abre e fecha. Deixando o ar entrar, e o vapor d'água sair. A árvore não é um objeto passivo, parado na beira da estrada.

É uma máquina. Uma máquina silenciosa, elegante, e incrivelmente eficiente, que funciona com a luz das estrelas. E ela trabalha todo dia, sem folga, sem quebrar.

Milhões de anos seguidos. Mas a simbiótica não para na mecânica. É preciso ir além. É preciso perguntar, o que isso significa? Não como isso funciona, mas o que isso diz sobre o mundo que a gente vive? E a resposta será sempre a mesma.

O mundo é incrivelmente bonito, se você souber para onde olhar. Quando um poeta olha para uma flor, ele vê a beleza da forma e da cor. E essa é uma beleza verdadeira.

Mas quando um cientista olha para a mesma flor, ele vê toda aquela beleza da forma, mas também a beleza do processo. Ele vê como os átomos de carbono, que bilhões de anos atrás, foram criados no núcleo incandescente, de uma estrela moribunda, numa temperatura de milhões de graus, agora estão cuidadosamente organizados nas pétalas. Ele vê como um fóton, que nasceu num inferno termonuclear, que voou pelo vazio do espaço, foi pego por uma molécula verde e transformado em açúcar, que construiu essa pétala.

O cientista, não vê menos beleza que o poeta. Ele vê mais. Muito mais.

O conhecimento não mata a poesia. O conhecimento, cria uma poesia nova, mais profunda. Mas vamos voltar para a árvore.

Porque tem mais uma camada da história, que a gente não tocou ainda. A terra. Lembra que Van Helmond descobriu que a terra tinha perdido só 60 gramas em 5 anos? Mas ela perdeu alguma coisa.

E essa alguma coisa, é fundamental. Do solo, a árvore tira os minerais. Nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, e dezenas de outros elementos em quantidades microscópicas.

Sem o magnésio, por exemplo, não dá para construir a molécula de clorofila. Um átomo de magnésio fica no centro dessa molécula, como uma pedra preciosa numa joia. E sem ele, a armadilha para a luz não funciona.

Sem o ferro, as enzimas param de funcionar. Sem o fósforo, não dá para construir o DNA. O solo não é a fonte da massa da árvore, mas é a farmácia dela.

A oficina de ferramentas. Sem essas pequenas adições, toda a máquina grandiosa da fotossíntese simplesmente não liga. Então, Farman estava certo.

Mas com uma pequena honesta ressalva. A árvore é quase toda feita de ar e água. Quase.

Aquelas 60 gramas da terra são como uma pitada de sal num prato elaborado. Quase não tem. Mas sem elas, tudo perde o sentido.

Tem mais uma proeza da engenharia que não dá para deixar de falar. A água. A gente sabe que a árvore quebra as moléculas de água para pegar o hidrogênio.

Mas para levar essa água das raízes até as folhas, a árvore faz uma coisa que nenhum engenheiro conseguiria. Uma árvore alta, a água sobe 30, 50 e, no caso das sequoias, 100 metros para cima. Contra a gravidade.

Sem nenhuma bomba, sem motor, sem eletricidade, sem nenhuma peça mecânica se movendo. Como isso é possível? Três forças trabalham juntas num acordo silencioso. A primeira é o efeito capilar.

A água sobe pelos tubos finíssimos do xilema[2] por causa da tensão superficial. A segunda é a pressão osmótica, criada pelas raízes. E a terceira, a mais poderosa, é a transpiração.

Quando a água evapora da superfície da folha pelos estômatos, ela cria uma pressão negativa que puxa toda a coluna de água de baixo, como uma corrente invisível. Molécula por molécula, ligadas umas às outras por ligações de hidrogênio. Um fio contínuo de água líquida, que vai da ponta da raiz até a folha mais alta.

E esse fio é tão frágil que se entrar uma bolha de ar, ele se rompe, como uma corda esticada, e o galho pode morrer. A árvore caminha todo dia na beira do abismo, arriscando a vida para levar a água até a luz. Agora, vamos juntar tudo.

A árvore é o ponto de encontro de três mundos. O mundo da luz, o mundo do ar e o mundo da água. Os fótons vêm de uma estrela, depois de voar oito minutos pelo espaço.

O gás carbônico vem da atmosfera, onde quase não existe. A água vem do solo, puxada por uma corrente invisível por dezenas de metros. E dentro da folha verde, nesse pequeno laboratório do tamanho de uma unha, esses três fluxos se encontram e criam algo totalmente novo.

Açúcar, matéria, vida. E o oxigênio, liberado das moléculas de água quebradas, voa para o céu, para que outra pessoa possa respirar. Não é só química, é arquitetura.

Arquitetura universal, funcionando ao mesmo tempo em escalas que vão do subatômico ao planetário. E o que é impressionante, esse processo não foi inventado pelas árvores. As árvores são visitantes relativamente recentes nesse planeta.

A fotossíntese foi inventada por bactérias. Pequenas cianobactérias unicelulares, que surgiram há mais de 2 bilhões e meio de anos, aprenderam a pegar a luz e quebrar a água. E elas faziam isso tão bem, tão incansavelmente, que literalmente envenenaram o planeta.

O oxigênio, que elas jogavam fora como lixo, era um veneno mortal para a grande maioria dos organismos da época, acostumados a viver sem oxigênio. Aconteceu a maior catástrofe ecológica da história da Terra, chamada de catástrofe do oxigênio. Ecossistemas inteiros foram destruídos.

Espécies que prosperaram por bilhões de anos, desapareceram para sempre. Mas aqueles que sobreviveram fizeram uma coisa incrível. Eles aprenderam a usar o veneno.

Aprenderam a tirar energia do oxigênio. Aprenderam a respirar. E desses sobreviventes, depois de bilhões de anos de evolução lenta e paciente, surgimos nós.

Nós somos descendentes daqueles que sobreviveram ao envenenamento pelo subproduto da fotossíntese. Cada vez que você respira, você está ouvindo o eco de uma catástrofe antiga. Uma adaptação a um veneno que um dia destruiu o mundo.

Quando você está em frente a uma árvore e respira, está acontecendo uma troca que já dura bilhões de anos. Você solta o gás carbônico, a árvore pega ele e se constrói. A árvore solta o oxigênio, você respira ele e queima nas suas células para viver.

Isso não é uma metáfora poética. É uma troca literal, física, atômica. Os átomos de carbono que agora fazem parte do seu corpo vão para a árvore.

Os átomos de oxigênio que estavam na árvore vão para o seu sangue. Você e a árvore trocam pedaços um do outro a cada inspiração e a cada expiração. A fronteira entre você e a árvore é uma ilusão, criada pela escala da nossa visão.

Feynman já dizia que se você pudesse ver os átomos, você não conseguiria traçar uma linha clara entre você e o mundo ao seu redor.

Então olha a consequência simbiótica disso. Os átomos que estão na sua mão agora podem estar numa folha daqui a um mês. Os átomos que estão no tronco de uma árvore podem estar no seu coração daqui a um ano. A gente não está separado do mundo. A gente é o fluxo dele, o movimento, a dança.

A árvore é só outra forma desse mesmo fluxo. Outro padrão na mesma dança infinita da matéria. E aí a gente volta para o começo.

Olhe para a árvore de novo e agora que ela não cresceu do solo. Ela cresceu do ar, da luz, da água, de átomos que foram criados nas fornalhas termonucleares de estrelas que explodiram muito antes do nosso sol existir.

Cada anel no tronco é um ano de luz solar capturada. Cada galho é gás carbônico solidificado. Cada folha é uma pequena fábrica trabalhando com fótons que oito minutos atrás faziam parte de uma estrela.

A árvore não é uma planta no sentido comum da palavra. A árvore é um processo. Um processo lento, paciente, contínuo, de transformar a luz das estrelas em matéria.

E quando no outono as folhas caem no chão e começam a se decompor, o carbono volta para a atmosfera. O ciclo se completa. Os átomos começam a jornada de novo.

O mesmo carbono que um dia fez parte de um dinossauro pode ter estado num carvalho medieval, depois virar parte do ar que Newton respirou, depois parar numa folha de uma árvore e daqui a cem anos fazer parte de algo que a gente nem consegue imaginar. A matéria não desaparece. Ela não é criada do nada.

Ela dança. Uma dança infinita, lenta, majestosa, em que as árvores são algumas das dançarinas mais graciosas, mais pacientes. A simbiótica entende que vida como essa vibração em dança cósmica. Em cada árvore, em cada folha, em cada fóton que vinha do sol.

Não através de livros didáticos. Mas através de um espanto simples, honesto, infantil, sobre como o mundo funciona. A árvore não cresce do chão.

A árvore cresce do ar e da luz. E isso não diminui a beleza dela. Isso a torna mil vezes mais linda.

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[1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.  

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE

[2] O xilema, também chamado de lenho. É um tecido de condução que apresenta as traqueides. Traqueides são células mortas, alongadas e com extremidades afiladas, presentes no xilema (nesse tecido condutor) das plantas. Elas atuam no transporte de água e sais minerais (seiva bruta) e oferecem suporte mecânico à planta e os elementos de vaso como principais células de condução. Essas células, conhecidas como elementos traqueais, caracterizam-se por serem mortas na maturidade e por possuírem paredes secundárias lignificadas, isso quer dizer, lignina que é um polímero natural complexo encontrado nas paredes celulares das plantas terrestres. Conhecida como o "cimento" da madeira, sua principal função biológica é conferir rigidez, sustentação mecânica e impermeabilidade, permitindo que as plantas cresçam e fiquem em pé. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O AÇUCAR NA MEDICINA SIMBIÓTICA: não somos o que comemos, mas o que nossas bactérias absorvem

Gilson Lima (1)




O cérebro não precisa de açúcar para se manter saudável, no entanto uma elevada ingestão diária de açúcar pode afetar negativamente as faculdades do processamento sináptico e aumentar o risco de desenvolver demência ou Alzheimer, por exemplço.

É verdade que a glicose é necessária para o cérebro e para todo o corpo e a  glicose pode ser produzida por meio de vias metabólicas a partir de proteínas ou ácidos graxos, além de ser obtida por meio de alimentos como vegetais e frutas. 

O problema não está no consumo do açúcar presente em alimentos naturais que contêm glicose por natureza (como frutas, vegetais, tubérculos, leguminosas, laticínios ou pseudocereais), mas sim no consumo de açúcar adicionado (o açúcar de mesa ou dos produtos processados), no abuso do açúcar livre (liberado pelo alimento depois de processado, como ao espremer frutas para fazer sucos ou mesmo o próprio mel) e no excesso de farinhas refinadas (aquelas que perderam a fibra de suas camadas mais externas, passando de integrais a brancas). 

Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que  devemos consumir o consumo de açucares livres  para cerca de 50 gramas (10 a 12 colheres de chá). Porém,orienta  que o ideal seria de 25 gramas  de açúcar adicionado por dia (6 colheres de chá), mas a maioria da população ultrapassa facilmente essa quantia, prejudicando cada vez mais o pâncreas. 

Para entender melhor, é importante conhecer a digestão do açúcar. COMO O AÇÚCAR É METABOLIZADO Quando o açúcar é absorvido pelo sistema digestivo, o nível de glicose no sangue aumenta, e o pâncreas atua secretando insulina. 

A insulina funciona como uma chave que abre as portas das células para permitir que a glicose entre e seja usada como fonte de energia. Ela também facilita o armazenamento do excesso de glicose em forma de glicogênio no fígado e nos músculos. Se houver muita glicose e não houver espaço, isso vira gordura acumulada no corpo. É o que explica por que o açúcar aumenta a gordura corporal.

 Se exagerarmos no açúcar, ficaremos resistentes à insulina e, mesmo que o pâncreas secrete o excesso do hormônio, não conseguirá fazer o que precisa, porque as células começarão a falhar na hora de responder à insulina, que se acumulará no corpo, causando fome constante, ganho de peso, dores de cabeça e cansaço, entre outras coisas. 

A resistência à insulina, ou pré-diabetes, se mantida por muito tempo, vira diabetes à medida que o pâncreas se deteriora. Como você pode ver, o excesso de açúcar nos destrói por dentro. E isso não só acontece conforme envelhecemos, porque também quem mais sofre são as crianças. São elas as maiores consumidoras de açúcar, de acordo com estudos. Se os adultos deveriam consumir menos de 25 g por dia para não prejudicar a saúde, segundo a OMS, quem dirá as crianças, que têm órgãos menores e em desenvolvimento. exemplo, um achocolatado de caixinha (200ml) pode conter cerca de 25g de açúcar, atingindo o limite ideal da OMS em uma única porção. 

Estima-se que em geral crianças e adolescentes consomem entre 22% e 30% da energia de sua alimentação em forma de açúcar, principalmente os menores de 3 anos de idade. As principais fontes são sucos, iogurtes e sobremesas açucarados, biscoitos, produtos de confeitaria e cereais matinais. 

o Brasil é o quarto maior consumidor de açúcar do mundo. Os brasileiros estconsomem cerca de 80g de açúcar por dia, mais que o triplo da recomendação ideal da OMS.  

A população espanhola média consome cerca de 75 g de açúcar adicionado por dia, o triplo do limite recomendado pela OMS. Esse fato não deveria nos surpreender, uma vez que podemos encontrar açúcar até mesmo nos produtos em que menos esperamos, como o pão de forma, o molho de tomate, a papinha de bebê ou o leite em pó. Se pensarmos bem, para a indústria alimentícia, o açúcar é o alimento perfeito para adicionar aos alimentos processados: é barato, acentua o sabor e vicia. 

Para saber se um produto contém açúcar adicionado não basta apenas observar a embalagem, mas aprender a ler a tabela nutricional.  A quantidade exata de açúcar adicionado de um produto, uma vez que verificamos que contém açúcar em seus ingredientes, é obtida pela leitura da tabela nutricional. 

A tabela nutricional consiste nas informações contidas na embalagem de qualquer produto alimentício, geralmente localizada no verso, e detalha os ingredientes e nutrientes do alimento. Esta informação é obrigatória para todos os alimentos processados e se destina especificamente aos consumidores.  

Um primeiro passo crucial é prestar atenção à lista de ingredientes, que estão dispostos em ordem decrescente, do componente mais significativo ao menos significativo no produto. Ou seja, se o primeiro ingrediente for água e o último sal, significa que a água é o ingrediente em maior quantidade, e o sal, em menor. 

A primeira coisa que veremos são as calorias, seguidas pelos carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, sais e minerais. Vamos nos concentrar nos carboidratos e, mais especificamente, nos açúcares, que aparecem logo após os carboidratos.

É importante ter certeza de que o açúcar está na lista de ingredientes porque, caso contrário, não seria necessário olhar a tabela nutricional. Isso acontece porque, se não há adição de açúcar, o número que aparece na tabela faz referência ao açúcar naturalmente presente no leite, nas frutas ou nos vegetais, por exemplo. Se os primeiros ingredientes do produto incluírem farinhas refinadas, açúcar, diferentes adoçantes ou óleos vegetais como o de girassol ou o de palma, fica estabelecido que o que vamos comprar não é muito saudável. 

Quando focamos na busca por açúcares adicionados, devemos ser extremamente cuidadosos, pois a indústria adota inúmeras estratégias para nos fazer enxergar os produtos como saudáveis. 


NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR: 

As industrias alimentícas são as maiores em quantidade no mundo e em gerão - são antibióticas (anti bióticas/pró doenças) e não se preocupam com nossa saúde. A maioria dos alimentos processados contém açúcar, são baratos, saborosos e viciantes. A doença é um grande negócio. 

Diferente de uma civilização simbiótica evoluída, onde os alimentos saudáveis são os mais acessíveis. O padrão antibiótico das políticas de "saude" da sociedade humanista são contra a vida plena que conquistamos. Por isso sempre digo que os Ministérios da Saúde não cuidam da saúde, mas do negócio da doença (remédios, hospitais, etc). A água, a terra fértil, o ar, a alimentação, a biodiversidade, a energia livre, os minerais, cristais, etc. que são vitais para a vida saudável raramente estão no governo dos Ministérios da Saúde e dos órgãos  governamentais de saúde e de suas politicas públicas. 

EATRATÉGIAS DA INDÚSTRIA ANTIBIÓTICA USADAS PARA ENGANAR RÓTULOS 

 1. Estratégia. Alteração do nome de alguns componentes do produto 

A indústria alimentícia, consciente de que o público se tornou mais cuidadoso e informado, tem utilizado estratégias para disfarçar a presença de açúcar, utilizando termos como dextrina, maltodextrina, dextrose (observe os que contêm x), cristalizado, demerara ou açúcares de frutas e plantas, como a sacarose, a maltose, a frutose ou a glicose adicionada (todos terminam em -ose), o açúcar mascavo, de cana integral ou orgânico (nomes que fazem com que os componentes pareçam mais saudáveis) e diferentes tipos de xaropes como agave, frutose, glicose ou xarope de bordo. 


2. Estratégia. Separação dos ingredientes 

Em muitas ocasiões, vários desses nomes aparecem em um mesmo produto porque são adicionados em pequenas quantidades e, portanto, não estão em primeiro lugar. Um exemplo é de alguns biscoitos cheios de açúcar, cujos ingredientes são os seguintes: farinha de trigo, óleos vegetais de girassol de alto teor oleico e de palma, xarope de glicose e frutose (isso é açúcar adicionado) coco ralado, açúcar, mel (mais açúcar adicionado), soro de leite em pó, ovo em pó, fermento químico, sal, aromatizantes (mais açúcar ainda), antioxidantes e extrato de malte de cevada (finalizando com mais açúcar). 

Se eles tivessem colocado tudo somente como açúcar (como quando fazemos biscoitos em casa), apareceria como o segundo ingrediente, já que são ordenados da maior para a menor quantidade. 


3. Estratégia. Quebra das porções 

É importante observarmos a tabela nutricional, que nos mostra a quantidade de açúcar a cada 100 g de produto (ou, em muitos casos, numa porção estimada de consumo). Já vi biscoitos que definiam uma porção como duas unidades, com uma quantidade de açúcar de apenas 5 g, o que não parece tanto. 

A mesma coisa acontece com os shakes de chocolate individuais de 200 ml, que marcam apenas o açúcar em 100 g de produto, indicando, portanto, apenas 11 g de açúcar, em vez das 22 g correspondentes ao total da bebida. 


4. Estratégia. Fortalecimento do produto 

A cada dia encontramos mais produtos que prometem auxiliar no trânsito intestinal ou que são ricos em ferro ou ômega-3. Porém, quando paramos para avaliar sua lista de ingredientes, percebemos que não somente isso não é verdade, mas que também podem ter o efeito contrário ao prometido, uma vez que costumam ser pró-inflamatórios. 

Porém, se uma pessoa vai ao médico e ele a diagnostica com um problema de saúde que pode ser amenizado consumindo alimentos ricos em ferro, ômega-3 ou fibras, quando for ao supermercado e se deparar com esse produto, essa pessoa não pensará duas vezes antes de comprá-lo no desespero. 

Depois da indústria alimentícia, a segunda maior é a indústria farmacêutica. É conveniente que sejamos pacientes medicados. Afinal, se não fosse assim, com todos os avanços que existem hoje, com tanta informação disponível nas redes sociais nós deveríamos ser advertidos oficalmente mais vezes de que o açúcar é a principal causa das patologias sofridas no mundo ocidental. 


ALGUNS PROBLEMAS CAUSADOS PELO AÇUCAR

O açucar provoca inflamação no corpo devido aos picos de glicose e à resistência à insulina, que, por sua vez, provoca acúmulo de gordura no fígado, sobrepeso e obesidade. Esses aumentos e quedas descontrolados do açúcar no sangue nos deixam mais cansados e fracos. Potencializa o desenvolvimento e a progressão de doenças autoimunes. 

O açúcar é um dos alimentos preferidos pelas bactérias “ruins” que compõem a microbiota, ou flora bacteriana, e, quando aumentam, causam um desequilíbrio, ou disbiose intestinal, enfraquecendo o sistema imunológico. Oxida as gorduras. Isso é a causa da maioria das doenças cardiovasculares, que causam o maior número de mortes no mundo. As doenças cardiovasculares (que incluem as vasculares, como AVC, e cardíacas, como infarto) são a principal causa de morte no mundo. Elas representam cerca de 32% de todos os óbitos globais

O corpo, ao consumir açúcar em excesso, o transforma em triglicerídeos que são armazenados como reserva energética. Como consequência, ganhamos peso e o risco de desenvolvermos doenças cardiovasculares aumenta. Além disso, o colesterol produzido a partir de gorduras saudáveis é oxidado e adere às artérias coronárias, causando arteriosclerose. 

Por isso, e pela inflamação das paredes das artérias, estamos mais predispostos a sofrer um infarto. Altera nosso estado mental e provoca ansiedade, uma vez que a produção de adrenalina aumenta até quatro vezes o normal e nos coloca num estado de estresse intenso sem motivo algum. 

O exesso de açucar é a principal causa de diabetes, outra doença muito comum, que começa com a resistência à insulina mantida ao longo do tempo e termina em diabetes, principalmente do tipo 2. A diabetes tipo 1 tem origem genética, mas se vai evoluir ou não depende da dieta seguida nos primeiros anos de vida. Promove o envelhecimento precoce. 

O excesso de açúcar interfere no transporte e na função da vitamina C, que age como antioxidante e promove a formação de colágeno e elastina, além de fabricar mucopolissacarídeos, moléculas essenciais para uma boa cicatrização e elasticidade da pele. O açúcar piora a qualidade da pele, envelhecendo a aparência antes do tempo. 

O açucar vicia. Quando consumimos açúcar, o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor associado à recompensa e ao prazer. Essa liberação pode criar uma sensação de bem-estar e felicidade. Com o tempo, o cérebro pode desenvolver tolerância à dopamina liberada pelo açúcar, o que significa que será necessário consumir mais para experimentar a mesma sensação de prazer. Além disso, alguns estudos em animais sugerem que o açúcar pode ter efeitos semelhantes aos das drogas viciantes. 

A mudançaz de rumo envolve apreciar os sabores mais naturais e a sentir o mesmo prazer com alimentos que não continham adição de açúcar graças ao aprendizado contínuo e à mudança de hábitos. O corpo não precisa de adição de açúcar para ser saudável. O problema não está no consumo de alimentos que contêm açúcar naturalmente. Tomar suco de frutas, ainda que feito em casa, não é saudável. 

 

A MICROBIÓTICA: NÃO SOMOS O QUE COMEMOS, MAS O QUE NOSSAS BACTÉRIAS ABSORVEM

microbiota e sua conexão com o cérebro repercutem sempre o que comemos no que sentimos e vice-versa. Quando comemos alimentos ricos em triptofano, como ovos, bananas ou oleaginosas, a produção de serotonina aumenta, o que nos deixa mais felizes. Por outro lado, o fato de ficarmos nervosos e preocupados com alguma coisa pode nos causar uma indisposição com cólicas e diarreia. Como isso é possível? Existe um eixo intestino-cérebro que explica tudo. O intestino e o cérebro estão conectados por um nervo chamado vago, que transmite sinais. O intestino é repleto de bactérias, que enviam sinais para o cérebro indicando os alimentos de que precisam, e nós, captando-os no cérebro, damos a elas o que nos pedem. Ou seja, as bactérias exercem controle sobre os alimentos que queremos consumir. 

Claro que nem todas as bactérias que temos são boas, e elas vão nos pedir o que precisam para continuar crescendo e se reproduzindo. É então que percebemos que o problema de termos desejos, especialmente por coisas doces ou salgadas, pode não ser culpa nossa, mas sim das nossas bactérias! Elas podem até mesmo manipular nossos sentimentos e o que nos apetece, alterando os receptores de sabor e fazendo-nos sentir mal, até que precisemos nos recompensar com substâncias que nos façam sentir bem. Tudo para sua própria sobrevivência. 

Por isso, é possível que, em alguns momentos da vida, desejemos coisas que nunca chamaram nossa atenção antes. Um exemplo muito claro é o das mulheres grávidas. Muitas vezes elas sentem desejos por alimentos que antes não apreciavam, e isso se deve às grandes mudanças que ocorrem no corpo.

A microbiota é a flora bacteriana que é o conjunto de microrganismos que temos no corpo são quase todos bactérias, mas além disse temos os protozoários, fungos, parasitas, vírus… e todos vivem em simbiose conosco. O que significa que eles não apenas nos habitam, mas também são parte do que somos e precisam de alimentos que necessitam para continuarem crescendo e, em troca, eles realizam diversas funções e a produzir substâncias essenciais para termos, em geral, uma boa saúde. 

Estamos tão repletos de microrganismos que, se os alinhássemos um atrás do outro, poderiam dar duas voltas e meia em torno da Terra. A microbiota intestinal é a mais populosa, mas também temos microbiotas no resto do corpo, como na boca, na vagina e na pele. 

É fundamental cuidar de todas, pois o desequilíbrio em uma delas afeta as demais. Um exemplo disso é o fato de muitas pessoas apresentarem problemas de saúde bucal (como halitose, língua esbranquiçada ou amarelada ou aftas, por exemplo) e, por não dedicarem atenção a isso, acabam provocando um desequilíbrio na microbiota intestinal. 

Em nossa microbiota encontramos bactérias “boas” e “ruins”, e é importante manter um bom equilíbrio entre os dois tipos para que possam desempenhar suas funções e nos fazer sentir bem. Por exemplo, entre as boas bactérias estão as do gênero Bifidobacterium e Lactobacillus, essenciais na fermentação dos alimentos e na produção de ácidos graxos de cadeia curta, benéficos para a saúde intestinal. 

Já as ruins, quando em excesso, podem causar problemas. Por exemplo, a Escherichia coli (E. coli) é benéfica em quantidades normais, mas certas cepas causam doenças gastrointestinais graves. As bactérias ruins se tornam inofensivas se mantivermos um bom equilíbrio. É verdade que a maioria das bactérias presentes em nossa microbiota é neutra, ou seja, nem boa nem ruim. 

Além disso, cada pessoa é diferente e, dependendo dos sintomas e do equilíbrio do seu corpo, será mais ou menos afetada pelas bactérias. Nós nos sentimos bem e permanecemos saudáveis graças às infinitas funções que a microbiota desempenha no organismo: É responsável por nos defender contra microrganismos nocivos e ensinar o sistema imunológico a distinguir aliados de inimigos. 

Por isso, cuidar da microbiota de pessoas com doenças autoimunes é fundamental para que sua condição não progrida e possa até melhorar. Influencia na resposta inflamatória do corpo, desempenhando um papel fundamental no combate a doenças e alergias. Produz moléculas vitais como vitaminas do grupo B e ácidos graxos de cadeia curta. Influencia nas calorias ingeridas. 

Como cada pessoa extrai mais ou menos calorias dependendo da sua microbiota, a quantidade de calorias ingeridas não é tão importante. É por isso que algumas pessoas aumentam a ingestão de calorias e ainda assim perdem peso. Fabrica vitaminas, incluindo B12, K e ácido fólico, que utilizamos posteriormente. Muitas vezes a deficiência dessas vitaminas está relacionada com a microbiota. Interfere na absorção de nutrientes, ajudando a capturar as vitaminas e os minerais fornecidos pelos alimentos consumidos. Graças às bactérias, nos nutrimos. 

Os micro organismos tomam conta de boa parte do nosso corpo, da boca ao cólon. Estima-se que no trato gastrointestinal se agrupem entre quinhentas e mil espécies diferentes de microrganismos. Alguns permanecem sempre fixos, outros são como convidados passageiros que acompanham a comida — bactérias comensais. O estômago e a primeira parte do intestino não são locais ideais para o estabelecimento das bactérias devido ao pH muito ácido e à presença de enzimas digestivas, por isso o local onde mais se depositam e vivem é no intestino grosso e no cólon. 

A microbiota muda à medida que vivemos, comemos e crescemos e, com ela, o sistema imunológico amadurece ao ser povoado pelas diversas bactérias que passam pelo trato digestivo. Quanto maior a diversidade bacteriana, maior a resposta do sistema imunológico. 

Portanto, para ter uma microbiota em boas condições, e para que o sistema imunológico nos defenda adequadamente, é fundamental seguir uma alimentação anti-inflamatória variada e um estilo de vida saudável. 

Assim, as bactérias boas crescem e se reproduzem, impedindo o crescimento das ruins. Se faltar alimento às ruins, elas vão morrer de fome, dando espaço para que as boas se proliferem livremente. 


NOSSA MICROBIOTA COMEÇA A SE FORMAR NA GESTAÇÃO 

Os primeiros anos de vida são muito importantes para a saúde futura. Até mesmo a saúde dos pais antes da gestação influencia a saúde do bebê ao nascer. Por isso, pelo menos seis meses antes de tentar engravidar, os pais devem começar a ter hábitos saudáveis e passar por um exame de sangue completo para verificar nutrientes e vitaminas, análises genéticas, parâmetros hormonais etc. 

Isso é positivo para a saúde do futuro bebê. Alguns estudos demonstraram que os filhos de mulheres que apresentam problemas digestivos antes e durante a gravidez têm maior probabilidade de nascer com alergias e intolerâncias alimentares, até mesmo maior predisposição para desenvolver doenças autoimunes ao longo da vida. Manter hábitos saudáveis durante a gestação é essencial. 

O feto se alimenta do que a mãe come e se beneficiará de todos os hábitos saudáveis adotados por ela. A gestação é quando começa a se formar a microbiota do feto. As primeiras bactérias repercutirão ao longo de sua vida, tanto para o bem quanto para o mal. 

O tipo de parto também influencia na microbiota. O parto vaginal é muito benéfico para o recém-nascido, pois, ao passar pelo trato vaginal, ele fica impregnado de microrganismos maternos, que o ajudam a estabelecer a própria flora, nascendo com um sistema imunológico mais forte, que o protegerá contra infecções, vírus, asma… 

Também é fundamental não dar banho no bebê pelo menos na primeira semana para não danificar essa camada esbranquiçada com a qual nasce, pois ela funciona como uma defesa natural. 

É importante destacar que, às vezes, o parto vaginal não é possível, e isso não é o fim do mundo, já que a microbiota continua se formando após o nascimento e é influenciada pela amamentação e pela alimentação à medida que a criança cresce. Há também alguns hospitais ao redor do mundo que costumam impregnar a pele do bebê com esse fluido vaginal. 

A amamentação é um tipo de alimentação natural que fornece a hidratação e os nutrientes que o bebê precisa. É muito importante o aleitamento materno até os 6 meses de idade, se a mãe puder oferecer. Além disso, constatou-se que as crianças alimentadas com leite materno têm menos probabilidades de sofrer uma morte prematura. Também se observou que o aleitamento está associado ao desenvolvimento e maturação das atividades encefálicas do bebê e faz com que ele tenha muito mais capacidade intelectual no futuro. Outro benefício é o fortalecimento do sistema imunológico tanto do bebê quanto da mãe. 

Claro, devemos ter em mente que a qualidade do leite materno dependerá da alimentação da mãe durante todo o processo. A mãe deve tomar a decisão de amamentar pelo tempo que considerar necessário. Enquanto o bebê estiver recebendo leite materno, terá um escudo contra diversas patologias. 


É POSSÍVEL MUDAR A PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA POR MEIO DA ALIMENTAÇÃO


 A alimentação de um bebê durante os primeiros meses e anos de vida é crucial para sua microbiota, mas algo muito surpreendente é que pode chegar a mudar a predisposição genética. Isso é o que chamamos de epigenética. 

Ao nascer, herdamos os genes de nossos progenitores e se, por exemplo, um deles tiver o gene da diabetes tipo 1, e este for herdado, há chances de desenvolvê-la ou não. Pois bem, se mantivermos uma alimentação saudável e adotarmos bons hábitos, poderemos anular essa predisposição e nunca desenvolver a patologia. 

Por outro lado, se a alimentação e os hábitos não forem adequados, haverá grande possibilidade de desenvolvê-la. Já escutei várias vezes a frase: “Já sei que daqui a alguns anos tomarei medicamentos para diabetes, porque todos os meus irmãos os tomam e isso é de família. Então vou aproveitar enquanto isso e comer o que eu quiser”. 

Se essas pessoas soubessem o que é epigenética e o que realmente é a diabetes, tenho certeza de que nem sequer cogitariam isso, pois é fato que uma alimentação saudável poderia prevenir essa patologia, assim como outras. E, caso apareça, existem diferentes graus da doença e somente com uma alimentação adequada é possível controlá-la sem a necessidade de medicamentos. A diabetes é apenas um exemplo, mas isso acontece com muitas outras doenças, inclusive as doenças mentais, pois, como já mencionamos, o intestino tem uma ligação especial com o cérebro. 

Vários estudos respaldam a relação entre a depressão e a microbiota, constatando que todos os pacientes que tiveram depressão careciam de ácidos graxos de cadeia curta — ácido butírico, ou seja, moléculas anti-inflamatórias produzidas por bactérias quando fermentam, principalmente fibras, no cólon. O butirato ou ácido butírico, ao reduzir a inflamação do intestino, pode prevenir ou melhorar os sintomas da depressão. 

Observou-se que existe uma importante relação entre a diversidade bacteriana e a prevalência de transtornos mentais. Quanto maior a diversidade, menor predisposição teremos para sofrê-los. Uma alimentação variada e anti-inflamatória torna isso possível, e a verdade é que, quando uma pessoa sofre de problemas como estresse ou depressão, tende a adotar maus hábitos alimentares, o que piora sua condição. 

É um círculo vicioso, a serpente mordendo a própria cauda. Por outro lado, quando começamos a melhorar a alimentação, tendemos a sentir uma melhora em nosso bem-estar psicológico. Essa conexão nos lembra da importância de cuidar do corpo e da mente. 

A alimentação anti-inflamatória tquando nnecessárias tras benefícios à saúde, reduzindo a medicação para a dor e ajudando-a a perder peso, recuperando aos poucos o peso normal, mas, acima de tudo, ajuda a se recuperar da depressão., etc. Uma alimentação anti-inflamatória pode ajudar a regenerar a microbiota. 

A inflamação crônica tem impacto no desequilíbrio da microbiota (disbiose), criando um ambiente menos favorável para bactérias boas e, ao mesmo tempo, promovendo o crescimento e a reprodução de bactérias nocivas. 

Além disso, a inflamação crônica está relacionada à menor diversidade bacteriana e ao aumento da permeabilidade intestinal, permitindo que bactérias e substâncias que não deveriam acessar a corrente sanguínea o façam, o que afeta negativamente a microbiota intestinal e a saúde. 

É verdade que essa relação é bidirecional, o que significa que um desequilíbrio na microbiota também pode gerar inflamação crônica no organismo. Portanto, manter um equilíbrio saudável na microbiota intestinal por meio de boa alimentação e hábitos anti-inflamatórios é muito importante para prevenir e tratar as doenças inflamatórias crônicas tão comuns nos dias de hoje. 

O intestino e o cérebro estão conectados, o que significa que se nos alimentarmos de forma saudável e dermos ao intestino os alimentos de que precisa, nos sentiremos muito melhor psicologicamente, com mais energia, motivação e até mesmo mais felizes. Pensamentos negativos, estresse e menos socialização também podem afetar a microbiota. 

As bactérias no intestino exercem controle sobre os alimentos que queremos comer. Se as bactérias ruins predominarem na microbiota, elas enviarão sinais ao cérebro para que desejemos os alimentos que as nutrem. 

Portanto, se sentimos ansiedade por um determinado alimento, é coisa das bactérias. Melhorar a microbiota nos ajuda a reduzir a ansiedade por comida, a prevenir e tratar patologias e a mobilizar a gordura que temos no corpo e, com isso, perder peso e retardar o envelhecimento. A inflamação crônica pode fazer com que a microbiota fique em mau estado e, ao mesmo tempo, um desequilíbrio na microbiota pode causar uma inflamação crônica. Uma alimentação anti-inflamatória e optar por bons alimentos ajudam a ter uma saúde melhor.


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[1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.

Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.

Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.

Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).

Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.

A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.

A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.

A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.

Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.

Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva. 

Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.     

Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube. 

https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra

Webpage: http://www.seukowalsly.com.br


 Último Livro: 

https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE