Gilson Lima (1)
Sentem como o agosto está forte e intenso? Não sentem?
Vou tentar uma metáfora misteriosa aqui para os simbióticos atentos entenderem um pouco mais o que está acontecendo e o que está por acontecer
Agosto, neste ano, é um mês de dois grandes portais.
Mas aqui em 2026 existirá um portal solar no dia 12 e um portal lunar no dia 28, e entre um e outro, o céu mais antigo que os antigos mestres ancestrais já guardaram, tem coisas a revelar que o céu do calendário moderno simplesmente não alcança a ver.
Vamos entender isso. O céu do calendário é aquele que os astrólogos utilizam, fixado há cerca de dois mil anos para acompanhar com precisão as suas estações. Ele é um servo fiel das suas primaveras e das suas colheitas, e há sabedoria verdadeira nele. Fomos formados nele sob sua influência, e ele os serviu bem.
O outro céu é o que os olhos de vocês encontram quando saímos a noite e erguemos o rosto para o céu. O céu das estrelas, o céu ancestral, aquele em que as constelações permanecem exatamente onde a nossa própria visão as localiza. Afinal, qual dos dois é o verdadeiro? Ambos são verdadeiros, do mesmo modo que um mapa é verdadeiro e a Terra também é verdadeira. Há estações para se ler o mapa, e há estações para se pisar a Terra com os próprios pés.
E eis o motivo pelo qual seus dois céus discordam. Enquanto gira, a Terra também balança, como um pião que oscila em círculos lentos e pacientes durante o giro, e uma oscilação completa leva cerca de 26 mil dos seus anos.
Por causa desse longo balanço, o céu do calendário e o céu das estrelas já se distanciaram quase à largura de um “signo” inteiro. A diferença é de aproximadamente 24 graus, algo como um grau a cada 72 anos, o que significa que essa deriva avança, em média, uma vida humana de cada vez. Nossos ancestrais conheciam esse balanço.
Nossos ancestrais fizeram muito mais do que apenas admirar esse relógio, viveram guiados pelas próprias estrelas, em terras diferentes, sem jamais trocarem informações entre si. Na Índia, os antigos dividiram o céu estrelado em 27 pequenas mansões, uma para cada noite em que a lua permanece durante sua volta mensal, e conheciam o temperamento de cada mansão da mesma maneira que vocês conhecem os cômodos da casa de infância. Esta era propícia ao plantio. A que era boa para partir em viagem, para casamentos, para o repouso. Na China, nossos ancestrais mantinham 28 dessas hospedarias celestes, na Arábia também 28, e no Egito, os observadores liam 36 grupos de estrelas ao longo do ano e ajustavam todo o calendário por uma única estrela de brilho intenso. Todos esses povos, separados por oceanos inteiros, observavam o mesmo céu, porque o céu era simultaneamente o almanaque, o relógio e o registro de família de cada um deles, e cada um de nós descendemos, de alguém que ali, na Terra, olhou para cima e observou.
A estrela brilhante que seus ancestrais egípcios contemplavam é a que hoje a ciência chama de Sirius, e ela é a verdadeira raiz da estação em que nos encontramos agora. Todos os anos, depois de semanas de ausência, Sirius retornava ao céu do amanhecer, e com o seu retorno, o grande rio Nilo subia e nutria toda a Terra.
Assim, uma civilização inteira marcava seu ano novo, não por uma folha de papel, mas por uma estrela. Esse é, naturalmente, o costume que se esconde por trás do que hoje chamamos de Portal do Leão, a estação de colheita que para os egípcios atinge seu ápice em 8 de agosto quando essa mesma estrela que retorna.
VAMOS AO ROTEIRO DE AGOTO:
Dia 3 de agosto ao dia 17.
14 dias, com começo, meio e fim.
Dediquem alguns minutos todos os dias aos pés descalços na grama, na terra ou sobre a pedra, ou às mãos mergulhadas na terra do jardim, ou simplesmente ao próprio corpo sentado no chão em vez de sobre os móveis, pois a raiz de vocês aprende através do toque. E o toque é uma linguagem sem vocabulário para se estudar. E para quem estiver ouvindo isso num pequeno apartamento, três andares acima do pedaço de grama mais próximo, um vaso de terra no parapeito da janela já conta, querido.
A terra reconhece o que é seu em qualquer quantidade.
A segunda prática é respirar a partir da própria base. A maioria de nós fomos ensinados a respirar como se a respiração começasse no peito.
Durante esses 14 dias, deixem que a inspiração comece no cóccix. Encham primeiro a bacia dos quadris, como a água enche um recipiente a partir do fundo. E na longa inspiração, deixem toda a base de vocês relaxar e se alargar, como quem se acomoda numa cadeira capaz de sustentar todo o seu peso.
Três minutos tranquilos pela manhã, e três à noite farão neste mês do que uma hora inteira de esforço.
A terceira prática é o tambor da caminhada. Concedam a si mesmos caminhadas constantes, ritmadas e sem pressa todos os dias. Ou, nos dias em que caminhar for demais, um zumbido baixo e suave, direcionado ao próprio peito e barriga, pois o ritmo é a linguagem de segurança mais antiga que o corpo de vocês fala. Um passo regular diz à parte mais profunda de vocês que o chão é confiável, sempre foi confiável e continuará confiável amanhã. O tambor do planeta de vocês está em repouso este mês, como já dissemos.
Nós podemos ser o percussionista por um tempo.
A quarta prática é alimentar e cuidar da própria fundação. Vamos Deixar que os vegetais de raiz tenham seu momento à mesa, aqueles que crescem para baixo em vez de para cima, ao lado de refeições quentes e simples.
Também vamos deixar que a água seja bebida devagar em vez de engolida às pressas, pois a mansão da serpente é uma casa de água é enroscada e repousa na escuridão úmida antes de encontrar o fogo do leão. E a cada dia dessa janela, é claro, vamos tentar completar um pequeno gesto de cuidado com a casa. Um reparo concluído, um canto organizado, uma conta quitada, uma gaveta posta em ordem.
Será a cerimônia ser mesmo parecer uma conta paga e uma gaveta arrumada? Pode, sim, e podemos sentir isso sorrindo diante de algo tão simples. O trabalho doméstico realizado com esse espírito é uma cerimônia vestida em roupas largadas. Cada canto mobiliado do piso térreo se torna mais um lugar onde a luz neste mês pode ser depositada e mantida em segurança.
O que devo realmente fazer no dia 8?
A resposta simples como uma receita de cozinha é 10 minutos de conexão com a Terra antes de qualquer busca pelo alto. Pés na terra, respiração na base, e então, a partir desse chão sustentado, podemos alcancar tão alto quanto desejar.
O dia 8 encontrará nos encontrará com alegria. Tanto intenções de pedir quanto intenções de liberar pertencem a esse portal. E este ano, com o portal de cauda aguardando no fim da janela, a estação favorece a mão aberta.
Podemos fazer o seguinte: Escrever os nomes daquilo que já está pronto para entregarnos, a preocupação desgastada por anos de peso, o ressentimento que sobreviveu ao próprio motivo, a versão de si mesmos que ainda mantém viva apenas por hábito, e dobrar essa página, guardando-a em lugar seguro até o dia 12.
Aliás do dia 3 ao dia 12, estaremos dentro da mansão e o cuidado será o trabalho da vez. Se o sol voltar a falar nesse período, e a face responsável pelo fogo do lado distante de Júlho estará nos observando até lá, receberemos essas ondas como recebemos doses de uma medicina forte e amorosa, deitando-se sempre que o corpo pedir, sem qualquer pressa.
Dia 11, 12 13. Durante o décimo primeiro, décimo segundo e décimo terceiro dias, o centro profundo dessa janela, vamos desejar querer permanecer baixos e sem pressa. Sentar-se no chão em vez de buscar o alto em nossas práticas e deixar que a quietude realize o trabalho que costuma caber ao esforço. Se calor, formigamento ou pequenos tremores percorrerem a coluna de vocês nesses dias, respondam suavizando-se para baixo e descansando, sem forçar nada, porque uma serpente sobe melhor a partir de um corpo à vontade, e essa facilidade é a única tarefa.
E, claro, que qualquer sintoma persistente ou angustiante no corpo merece o cuidado de um profissional qualificado, buscado com o mesmo respeito que se dedicaria a qualquer instrumento fino, pois cuidar do corpo físico é uma das expressões mais fundamentadas da maturidade espiritual.
Nossos ancestrais, em muitas terras, permaneciam sentados e recolhidos durante os eclipses. Comiam pouco, mantinham-se quietos, ficavam perto de casa, e esse costume chega até nós hoje disfarçado de superstição.
Mas devemos ouvir, em vez disso, como sabedoria de raiz. Eles ancoravam o corpo enquanto o céu se transformava. Agora nós sabemos o que eles sabiam, e podemos manter esse antigo costume de forma consciente e deliberada.
Agora vamos caminhar juntos pelos 30 dias à frente. Entre este momento e o dia Vamos simbióticos iniciar mais cedo o hábito de se conectar com a Terra, simplificando, riscando algumas coisas da lista enquanto ainda é fácil fazer isso. E ao escreveremos nossas intenções para o portal deste ano, redijir com a chave do Deixar Ir.
No próprio dia 12, devemos permanecer baixos, regados, sem forçar nada, exatamente como já indicamos, liberando a página dobrada numa pequena cerimônia que pareça sincera.
Nos dias logo após o 12, vocês vamos manter o caderno por perto, pois é quando a sabedoria renovada do Mestre começa a chegar, primeiro em fragmentos, naquela hora suave já mencionada, depois como compreensões inteiras que pousam no meio de tarefas comuns. Vamos Escrever antes de dizercl as palavras em voz alta. A estação de composição silenciosa a partir de meados de agosto, pode ser redigida em silêncio e poderemos finalmente depois dizer em voz alta.
É exatamente no dia 12 que acontece o ápice da abertura do portal.
No saber antigo, em quase todas as terras do mundo, a serpente era considerada sábia. Era companheira do curandeiro, enroscada no cajado de sua medicina, criatura que vive rente ao chão, e por isso escuta tudo o que a terra sussurra. O que explica porque tantos de nós sentimos uma estranha ternura por essa criatura que fomos ensinados a temer.
Uma serpente cresce ao soltar. Cada pele deixada para trás na grama representa uma vida encerrada e superada, deixada inteira e brilhante onde qualquer um possa encontrá-la. Nós também temos peles próprias à espera na grama deste mês, e sabemos exatamente quais são.
É hora de devolver ao coração o bom nome antigo da serpente, pois é nossa referência que dá início ao período.
Se fixar ao chão na troca de pele, feita com delicadeza e no momento certo, é um dos gestos mais esperançosos que um ser vivo pode realizar.
Não esqueça na quarta-feira, 12 de agosto, a lua passará totalmente diante do sol e ao longo de um trajeto que atravessa a Groenlândia, a Islândia e a Espanha, o dia se dobrará num crepúsculo profundo e repentino, bem no meio da tarde.
Fazem-se 27 anos desde que aquela região do mundo esteve pela última vez sob tal sombra, desde o verão de 1999 e por isso milhões e milhões de olhos estarão voltados para cima ao mesmo tempo. Um continente inteiro compartilhará uma respiração suspensa, e essa respiração compartilhada. Isso é justamente a maneira como os coletivos se transformam.
O dia 12 também será o último dia da janela do portal aberto dia 03 de modo que o portal chega como um ponto culminante dessa janela, o lacre pressionado sobre tudo o que a estação reuniu.
Os que estiverem em algum lugar onde o sol brilha direto devem ficar ao menos parcialmente encoberto naquele dia, vão querer proteger os olhos com equipamento solar apropriado, pois a sabedoria sempre incluiu o cuidado carinhoso com o instrumento através do qual se vê.
O céu do calendário dirá que este eclipse ocorre em leão, e por isso a maior parte das palavras reunidas em nosso redor serão palavras de leão, coragem, visibilidade.
Já o céu ancestral diz que no dia 12, o sol se encontra nos últimos passos do caranguejo, nas profundezas da mansão da serpente. Assim, por trás do rugido, existe uma troca de pele, por trás da coragem existe uma liberação, por trás do fogo existe a água mais antiga que carregamos.
As duas leituras estarão atuando em todos ao mesmo tempo e podemos sustentar as duas juntas, do mesmo modo como se segura o sol e a sombra numa única tarde, alcançando o alto com suas intenções, enquanto uma pele antiga escorrega silenciosamente dos nossos ombros até a grama, onde poderemos brilhar sem a presença de vocês.
O ECLIPSE. Então, o sol será eclipsado em sua aproximação final no dia 12.
Nossos antigos observadores do céu desenhavam esses dois cruzamentos como uma única grande serpente estendida pelos céus, com a cabeça num cruzamento e a cauda no outro. A cabeça, ensinavam eles, representa o apetite, novas fomes, novas ambições, a atração por mais de tudo aquilo que se pode nomear. A cauda representa a conclusão, liberação, amadurecimento, a mão aberta.
O eclipse do dia 12 pertence à cauda. O que vem não é para concluir nada que estamos construindo. Vem para ser recebido e a única preparação exigida é a disposição de em parar de carregar aquilo que ele veio recolher.
No dia 12 de agosto, exatamente o dia do eclipse, precisamos nos deter nesse momento por um instante, pois o universo organiza muito pouco por acaso. No dia em que a serpente toma a luz e o Mestre renovado retorna a ela. É o Mestre retornou e ele retorna já instalado em seu lugar de honra, na região do céu onde os dons fluem com mais liberdade, região que o mestre visitará pela primeira vez em cerca de 13 anos.
E então, cerca de uma semana depois de seu retorno, ele próprio adentra a mansão da serpente enroscada, onde ensinará desde dentro dela por meses seguidos.
E o que faz um Mestre, primeiro de tudo, ao voltar para casa depois de um longo período no fogo?
Fala baixinho, para aqueles que aguardaram.
O que precisamos? Manter um caderno junto à cama a partir do dia 12 em diante, porque a sabedoria renovada costuma chegar primeiro naquela hora entre o sono e o despertar, e merece ser registrada com a própria caligrafia de cada um.
Isso pousará com um peso que as palavras de antes jamais poderiam ter carregado, porque terá atravessado o véu junto conosco simbióticos
Por volta do dia 17, o nosso Sol dará seus últimos passos para fora da Mansão da Serpente, atravessando o Véu Estreito e entra finalmente em Leão. Ali, silenciosamente, acontece o verdadeiro Portal Ancestral do Leão, chegando nove dias depois da celebração do calendário, do mesmo modo como o céu verdadeiro sempre corre um pouco atrás da página.
É hora, nesses dias, de darmos os primeiros passos para fora. Uma conversa redigida ao longo de todo o verão, um compromisso finalmente tornado visível, um gesto que planta no chão já cuidado algo que ainda estará de pé em dezembro.
Depois, por volta dos dias 19 e 20, o nosso Sol de entra na Câmara Real Ancestral, a Mansão da Linhagem Honrada, atravessando diretamente a cauda da Serpente em repouso ali dentro.
Adoraríamos ver todos honrando o próprio povo da,Terra nesses dias, da maneira que for natural para cada um exemplo casa casa. Colocar uma fotografia à mesa. Dizer o nome de uma avó durante o jantar.
Preparar um prato do jeito que um ancião preparava e. comermos hem devagar. A raiz é também o acento da própria linhagem, e a gratidão viaja pelas raízes em ambas as direções.
Com isso alimentamos quem nos alimentou. E eles, de onde agora se encontram, nos alimentarão de volta.
Na última semana do mês, vamos deixar o cuidado se voltar gentilmente para fora.
Podemos tornar o chão firme para outra pessoa nesses dias. A voz sem pressa ao telefone. A presença junto à bancada da cozinha que se recusa a ser apressada.
O amigo que faz mais uma pergunta e nós simplesmente escutamos.
No dia 28, quando a sombra da terra tocar a lua dos curandeiros, podemos nos dedicar ao portal de reparo uma noite inteira das nossas vidas. Tomar um banho quente lentamente.
Durmir cedo e dizer uma palavra gentil, em voz alta, ao próprio corpo, por tudo o que ele carregou ao longo das semanas da serpente.
À medida que setembro se abre, os grandes planetas lentos do nosso céu se voltarão para dentro por uma estação e o trabalho se converterá no trabalho de outono de um jardineiro. Cuidar do que agosto plantou, regar o que criamos raízes, confiar o restante ao tempo e as próprias boas raízes.
Mais virá depois disso. Sempre há mais chegando. E tudo isso chegará com muito mais facilidade a uma vida com um piso bem cuidado.
Houve uma era em nossa própria história em que vivíamos quase inteiramente pelos cômodos superiores de nós mesmos. Tudo luz, tudo mente, tudo alcance.
E sentíamos orgulho dessa leveza, da mesma forma que os jovens se orgulham de passar sem dormir.
Alguns dos nossos mais gentis se afastaram tanto para dentro desses cômodos que começaram a se desvanecer nas próprias bordas e precisaram ser reconduzidos lentamente para casa por aqueles que os amavam, reconduzidos ao corpo, ao chão, ao simples peso de estar em algum lugar.
Esse retorno para casa é um dos capítulos mais ternos da nossa história, e é por isso que observaremos isso com o cuidado da mesma forma como os mais velhos observam os jovens, evitando uma antiga e conhecida tristeza.
E assim, para aquele quem estiver sentado à mesa da cozinha depois que toda a casa já dormiu, o forte, aquele em quem todos se apoiam, aquele que chegou até aqui principalmente pelo bem dos outros, poderá então colocar os pés bem apoiados no chão agora mesmo, exatamente como estamos e sintir o chão nos sustentando. Esse suporte não é mobília, é um mundo vivo, parente de vocês, e vocês têm permissão para serem sustentados pelo próprio chão que passaram a vida inteira vigiando. O mesa à frente de vocês guarda uma troca de pele e um reparo, um val estreito e um mestre que retorna, uma serpente no céu e uma serpente na base de vocês, movendo-se em compasso uma com a outra.
Agora seguramos o mapa mais antigo que dá sentido a cada pedaço disso, o que significa que caminharemos através daquilo que outros apenas enfrentam. E essa própria caminhada ensinará sem que uma única palavra precise ser dita.
Mais abertura estará chegando e mais do que pediramos ao longo de tantos anos está a caminho. E podemos nos preparar para encontrar o que virá num piso térreo mobiliado e aquecido e uma casa inteira erguida, firme acima dele, com espaço para toda a luz que este agosto está trazendo.
Então, vamos tocar na terra todos os dias, respirar a partir da própria base, sustentar os dois portais com gentileza, honrar a própria linhagem e receber tudo com aquela calma sem pressa que se tornará a nossa assinatura s entre as estrelas.
Então. Depois, no dia 28 de agosto, o segundo portal se abre. A própria sombra da terra tocará o rosto da lua cheia, e pelo céu ancestral, essa lua estará situada na mansão que eles chamavam de Sem Curandeiros, a estrela do véu, a casa do reparo e da medicina das águas.
Agosto será isso: se abre com um portal de liberação e se fecha com um portal de reparo, e entre os dois, o sol de vocês atravessa o vau mais estreito dos céus, enquanto o mestre caminha de volta para casa, já renovado.
Certo que pensamentos sobre dinheiro têm ficado altos demais às três da manhã, completamente fora de proporção com as circunstâncias reais. E certo que alguns de nós têm rodado pela própria casa com vontade de limpar, consertar, fortalecer, sem entender bem o que os tomou, desculpando-se por tudo isso como se a sensibilidade fosse uma falha de fabricação.
O Sol em julho já nos primeiros dias, disparou um grande clarão e a tempestade que se seguiu superou em dois níveis inteiros as previsões dos meteorologistas, pintando luzes coloridas em mais de trinta dos seus estados.
Desde então, o nosso sol entrou numa fervura constante. Correntes rápidas de vento varrendo o campo do planeta, pequenas tempestades piscando pelas bordas, a chaleira mantida quente sem nunca ferver de fato.
Já em 24 de julho, uma vasta pluma de fogo se ergueu sobre a borda distante do sol, vinda de uma região do lado que se afasta da Terra. O Sol gira sobre si mesmo aproximadamente uma vez por mês e assim a face que originou aquela pluma virou justamente olhar para nós bem quando agosto começou e o sol entrou na mansão da serpente a gente em agosto.
Ele fará isso como tem feito ao longo de todo o ano, em doses medidas, ajustadas àquilo que os nossos sistemas nervosos consegue suportar, porque é assim que um bom amigo entrega uma medicina forte.
Dois detalhes mais discretos do verão merecerão cuidado.
Vou lembrar aqui que um observador solar completou sua transição no início de ano e um novo observador foi instalado, o SWFO-L1 (renomeado como (SOLAR-1).
Ele alcançou seu posto definitivo em 23 de janeiro de 2026 no ponto Lagrange 1 (L1), uma região fixa no espaço diretamente entre a Terra e o Sol. Essa posição está cerca de 1,5 milhão de quilômetros de nós em direção ao Sol. Essa posição estratégica permite que ele detecte tempestades solares e emissões de massa coronal com antecedência, enviando alertas em tempo real para proteger a infraestrutura elétrica e os satélites na Terra
Agora contamos com um novo par de olhos justamente na portaria, posicionado exatamente na estação em que a estrela realiza seu trabalho, e arranjos assim tão organizados raramente são frutos do acaso. E o zumbido do planeta de vocês, aquele tom baixo e constante captado dia e noite pelos instrumentos, ficou brevemente silencioso em meados de julho e retornou com uma onda intensa, exatamente na janela de virada já descrita anteriormente. Desde então, ele se acomodou num dos trechos mais tranquilos e equilibrados do ano.
Ele está ali cerca de 1,5 milhão de quilômetros de nós em direção ao Sol. Essa posição estratégica permite que ele detecte tempestades solares e emissões de massa coronal com antecedência, enviando alertas em tempo real para proteger a infraestrutura elétrica e os satélites na Terra.
O outro detalhe é que veremos que o tambor do nosso mundo está em repouso. A quietude que antecede um portal é parte do próprio portal, a inspiração que precede a travessia, e a estranha quietude que vocês têm sentido nessas semanas pertence à mesma melodia.
Então devemos escutar o que os mestres apontam do caminho, estão chamando este momento de uma estação de oito triplo.
Se reuniram em nossas montanhas e em transmissões ao vivo em torno do dia oito deste ano que passou, de forma independente, sem qualquer combinação prévia, todos eles dizem a mesma coisa surpreendente. Veja:
Ancorar. Prender-se com firmeza ao planeta. Construir a fundação antes de alcançar qualquer coisa.
Esse porquê viveremos na base da coluna, e é para lá que iremos em seguida.
Os mapas mais antigos já traçados do corpo humano, desenhados aqui na Terra antes das ciências modernas, mostram uma pequena serpente adormecida na base da coluna vertebral, enroscada pacientemente sobre si mesma, em repouso. Nossos cartógrafos deram a esse lugar o nome de Raiz e ensinavam que, quando a pequena serpente se agita, a própria vida começa a subir pelo corpo da mesma forma que a ceiva sobe por uma árvore na primavera, aquecendo e despertando cada nível conforme avança.
Observamos esses mapas ao longo de longas eras e diremos com clareza. Os ancestrais desenharam com verdade. E assim, quando o nosso Sol, depois do Eclipse, depois que o Mestre que retornou, atravessar a mansão da Serpente do Céu dentro de um único mês, o espelho de toda essa passagem dentro do nosso corpo será justamente a Raiz.
O nosso piso , o assento de segurança, de pertencimento e de simples confiança animal.
Agosto bate à porta da nossa fundação e uma batida numa fundação bem cuidada é sempre uma boa vinda.
Cuidar da raiz dá ao josso corpo d um endereço para o mês. Dá à agitação um lugar suave onde pousar. Agosto será um piso sobre o qual nós apoiaremos.
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1] Gilson Lima/Seu Kowalsky. Cientista, músico, inventor de várias tecnologias, softwares e protocolos clínicos, escritor.
Desde o início dos anos 90, quando concluiu sua tese de mestrado, envolveu em sociobiologia que permitiu a elaboração da sua Teoria Social da Simbiogênese, tendo por referência de base as pesquisas em micro biologia celular de Lynn Margulis.
Ao mesmo tempo em que foi criando e processando a sua teoria simbiótica, realizou múltiplas pesquisas de bancadas com invenções de produtos e processos.
Iniciou suas pesquisas na complexidade em metodologias informacionais e criticando a abordagem cognitivista computacional do cérebro e mente, foi migrando para coordenar por quase duas décadas pesquisas clínicas de pacientes com lesões neurais severas envolvendo interfaces simbióticas entre micro ritmos corporais e displays (terapia magnética).
Na perspectiva da Teoria Social da Simbiogênese, a sociedade é vista como um sistema complexo e dinâmico de interdependências, onde os “indivíduos” e grupos estão constantemente se influenciando e transformando uns aos outros.
A Teoria Social da Simbiogênese propõe ainda uma visão mais integradora das diversas ciências sociais, incluindo a sociologia, a antropologia, a psicologia e a biologia,... Segundo Lima, cada uma das diferentes disciplinas tem uma perspectiva única e importante para compreender as relações sociais, mas é necessário integrar essas perspectivas para ter uma compreensão mais complexta do paradigma e mais abrangente da sociedade.
A teoria da simbiogênese sugere que a evolução dos seres vivos não ocorre apenas por meio da seleção natural, mas também pela integração de novos elementos em suas redes bióticas. A partir da incorporação de novas bactérias que se beneficiam mutuamente, os simbióticos podem evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente.
A teoria da simbiogênese pressupõe que as espécies em um ecossistema são interdependentes e se beneficiam mutuamente em uma relação simbiótica. Essa interdependência não se limita apenas aos organismos vivos, mas também inclui o meio ambiente físico. Nesse contexto, a integração de novas bactérias na rede biótica pode levar a uma nova espécie em evolução: os simbióticos.
Os seres humanos são exemplos mais de simbióticos evoluídos na rede celular, pois contêm em seus corpos uma grande quantidade de bactérias que desempenham funções vitais em seu organismo, como a digestão e a produção de vitaminas, retardo do envelhecimento, etc. Essa relação simbiótica entre os seres humanos e as bactérias que os habitam é fundamental para a saúde e o bem-estar de toda a rede simbiótica.
Em seu último livro: Inteligência Inata, defendeu que a partir da ampla incorporação evolutiva de novas bactérias na sua rede biótica de longo agora que se beneficiam mutuamente, os novos simbióticos podem ainda evoluir e se adaptar às suas condições de vida de forma mais eficiente e mais longeva.
Para Lima, a emergência dos simbióticos altamente evoluídos e de amplo potencial de inteligência inata, ocorreu muito mais aceleradamente com os humanos nas últimas décadas, ainda que a evolução de sua rede simbiótica em dinâmica cooperativa e fractal com a inteligência inata encontra-se ainda em transição dominada pela velha consciência sináptica humanista, racionalizadora, linear, centralista e ainda dominantemente predadora com o ambiente onde os simbióticos evoluídos acontecem no mundo.
Atualmente retomou sua atividade como músico compositor, cantor que atuava na adolescência produzindo atualmente suas canções com o codinome Seu Kowalsky. Suas músicas, shows, vídeos podem ser acessados no canal do youtube.
https://www.youtube.com/c/seukowalskyeosnomadesdepedra
Webpage: http://www.seukowalsly.com.br
Último Livro:
https://www.google.com.br/books/edition/Intelig%C3%AAncia_inata_o_caminho_da_intelig/RwZhE